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Publicado em 11 de março de 2026 às 08:59
Pouco mais de uma semana depois de conseguir a licença para operar no campo de Wahoo, no litoral Sul do Espírito Santo, a Prio, maior empresa independente de petróleo e gás do Brasil, informou ao mercado que a retirada do primeiro óleo no local vai ocorrer "nos próximos dias", antecipando a previsão inicial.>
O projeto, cujo investimento é de US$ 870 milhões (R$ 4,5 bilhões na cotação atual), previa o início da retirada do petróleo apenas em abril. Agora, a empresa informou, na sua divulgação de resultados nesta terça-feira (10), que está em fase final de comissionamento após o recebimento da licença.>
"Recentemente, obtivemos a licença de operação, última etapa do licenciamento, e estamos nos preparando para o primeiro óleo do campo nos próximos dias com dois poços, o terceiro previsto para as próximas semanas e o quarto para o final de abril. O campo de Wahoo marca o primeiro desenvolvimento conduzido pela Prio, conectando um novo campo a uma infraestrutura já existente, refletindo nossa capacidade de crescer com eficiência e disciplina na alocação de capital", diz a petroleira.>
A empresa informou ainda que, dos US$ 870 milhões previstos para o projeto, US$ 644 milhões já haviam sido realizados até o final de 2025. >
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A operação no campo de Wahoo é aguardada para aumentar a produção de petróleo e gás do Espírito Santo. A produção no campo de Wahoo será possível a partir de um tie-back, uma conexão submarina que vai levar o óleo retirado no Sul do Espírito Santo para ser processado no navio-plataforma Frade, que fica também na Bacia de Campos, mas no Rio de Janeiro, a cerca de 35 quilômetros. A tecnologia é considerada inédita no país.>
O projeto da Prio para Wahoo prevê a produção de 40 mil barris de óleo por dia e já movimentou cerca de R$ 1 bilhão na cadeia de fornecedores locais. No geral, com a produção em Wahoo, a empresa espera alcançar a marca de 200 mil barris por dia em 2026, incluindo a produção em campos no Rio de Janeiro.>
O campo de Wahoo é o primeiro perfurado do zero pela petroleira carioca, que, tradicionalmente, atua com campos maduros na Bacia de Campos. Além do tie-back, o projeto traz outras inovações. Uma delas é a tecnologia "fishbone", que será usada pela primeira vez no Brasil para completação de poços. Isso deve aumentar a produtividade por meio da injeção de ácido na formação.>
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