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Publicado em 17 de fevereiro de 2021 às 17:09
- Atualizado há 5 anos
A nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial vai beneficiar um número bem menor de pessoas. Um pente-fino realizado nas bases de dados do governo federal vai reduzir pela metade o total de beneficiários do programa de assistência durante a pandemia do coronavírus e fazer a pré-seleção de quem ainda vai continuar a receber a ajuda. >
As informações são da colunista Ana Flor, do G1. Ao todo, 33 milhões de brasileiros, incluindo 14 milhões que fazem parte do Bolsa Família, devem voltar a receber as parcelas mensais. A expectativa de líderes do Congresso Nacional é que os novos pagamentos sejam feitos a partir de março.>
O valor que será pago na nova rodada do auxílio ainda não está definido, assim como a quantidade de meses. Até o momento, a negociação entre governo federal e Congresso apontam para o pagamento de três a quatro parcelas de R$ 250. Mas existe a possibilidade de que ele seja fechado em R$ 300.>
De acordo com informações da colunista Ana Flor, do G1, o governo realizou um cruzamento a partir de 11 bases de dados federais. Durante esse trabalho também foi utilizada uma plataforma desenvolvida pelas secretarias de Governo Digital e de Previdência e Trabalho.>
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Essa nova base de dados gerada será usada ainda para outros programas de renda e de emprego que sejam futuramente lançados. Dessa forma os beneficiários não precisarão fazer um novo cadastro, já que todos os seus dados já constam na planilha do governo. >
Foram usados para fazer o pente-fino dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Microempreendedor Individual (MEI), Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), entre outros. Com esses dados em mãos, apenas com o número do CPF de uma pessoa, tornou-se possível identificar quem é servidor público, militar, aposentado, pensionista, empresário, além de saber quem são seus dependentes no Imposto de Renda (IR).>
Em abril do ano passado, a primeira rodada do auxílio emergencial - de R$ 600, ou R$ 1.200 para mãe chefe de família - foi paga a 65 milhões de brasileiros. A segunda rodada foi paga a partir de setembro com o valor reduzido pela metade para 57 milhões de pessoas. >
Durante o ano de 2020, o pagamento de forma ampla do auxílio fez com que o programa custasse mais de R$ 30 bilhões ao mês aos cofres públicos. Para se ter uma dimensão do que esse número representa, este é o valor anual do Bolsa Família.>
Ao logo dos primeiros meses de pagamentos, o valor médio pago aos beneficiários foi de quase R$ 900. Já o custo total do programa ao longo de 2020 chegou a quase R$ 300 bilhões. >
O governo federal vai selecionar os beneficiários da nova rodada por meio da planilha que contém os dados de quem já havia recebido outras parcelas no ano passado. >
O Ministério da Cidadania ficou responsável por esse filtro de beneficiários, já que um número bem menor de pessoas terão acesso ao novo benefício. A escolha ocorrerá com base em critérios de renda, priorizando os mais pobres.>
O pagamento deve continuar da mesma forma: por meio do aplicativo Caixa Tem. O app está disponível gratuitamente para os sistemas operacionais Android e iOS.>
O governo federal ainda não falou sobre a possibilidade de novas inscrições no auxílio emergencial. A Gazeta questionou o Ministério da Cidadania e aguarda retorno. Quando houver resposta a reportagem será atualizada.>
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