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Publicado em 10 de março de 2026 às 19:07
A EDP inaugurou, nesta terça-feira (10), em Carapina, na Serra, o seu novo Centro de Operação Integrado (COI). A estrutura de monitoramento acompanha em tempo real a distribuição da energia elétrica nos 70 municípios do Espírito Santo atendidos pela empresa, que promete dar um retorno mais ágil no restabelecimento de energia após quedas ou temporais.>
O novo espaço, construído a partir de um investimento de R$ 72 milhões, amplia a integração entre as áreas e aumenta a capacidade de monitoramento e funciona 24 horas por dia durante sete dias por semana. O investimento também é considerado importante para preparar a rede elétrica do Espírito Santo para receber mais indústrias. >
Os trabalhos são realizados em uma plataforma integrada de dados, sensores e sistemas inteligentes que possibilitam manobras a distância, redistribuição automática de cargas e isolamento de falhas em segundos. Segundo a companhia, essa consolidação das informações reduz o tempo de restabelecimento de serviços, minimiza impactos aos clientes e fortalece a resiliência da rede, especialmente diante de eventos climáticos severos.>
Para garantir que o monitoramento nunca seja interrompido, o prédio foi construído sob um padrão em que a operação possui redundância total, ou seja, há dupla fonte de energia, geradores duplicados e redundância em telecomunicações. "Tudo é feito de forma duplicada para que nunca falte energia e o COI fique sempre operando, independentemente do que aconteça em volta", explica Diógenes Rossi, diretor da EDP.>
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Nos painéis na sala principal da central de monitoramento, onde trabalham cerca de 30 pessoas por turno, os engenheiros e técnicos podem acompanhar pelos telões informações climáticas, de toda a rede elétrica do Estado, bem como as subestações. Também é possível localizar, em tempo real, as equipes que atuam nas ruas dos municípios atendidos pela empresa.>
O CEO da EDP na América do Sul, João Brito Martins, ressalta que o investimento prepara o Estado para uma transformação profunda no setor elétrico, em um momento de transição energética. Segundo ele, o modelo tradicional "unidirecional" — em que a energia apenas saía da usina para a casa do cliente — está dando lugar a um fluxo bidirecional, com muitos clientes gerando a própria energia por meio de placas solares.>
"Hoje muitos dos nossos clientes geram a própria energia. O fluxo inverte. Essa intermitência do processo de produção, mais a intermitência do processo de consumo, exige uma capacidade de resposta muito rápida aqui", afirmou Martins. >
Martins destaca que o COI é a ferramenta necessária para equilibrar essa complexidade e garantir a estabilidade da rede nos próximos 30 anos, período da renovação da concessão da empresa no Estado.>
Bruno Souza, gestor executivo de projetos da EDP, afirma que o sistema também conta com automação e uso de inteligência artificial. Esses sistemas operam automaticamente quando ocorre algum defeito para minimizar os impactos, tempo de deslocamento e de recomposição do fornecimento.>
"Quando, por exemplo, cai uma árvore sobre a rede, a gente abre as chaves que monitoram aquela árvore e isolamos os efeitos. Procuramos fontes alternativas fechando outras chaves para restabelecer a energia mais rápido", explica.>
Essa robustez é considerada importante para enfrentar os eventos climáticos extremos, fato destacado pelo governador Renato Casagrande durante a inauguração do centro. "Estamos num Estado bem posicionado, sólido, fortalecido e estável. E energia é um tema que nos dá estabilidade e segurança. Ter uma empresa que se comprometeu a fazer investimentos importantes no nosso Estado nos dá segurança para continuar crescendo acima da média brasileira", frisa Casagrande.>
O sistema monitora 69,3 mil quilômetros de redes e 117 subestações em 70 municípios capixabas, permitindo uma supervisão direta de 4.698 MVA de potência instalada.>
A ampliação do monitoramento do sistema de energia elétrica no Estado também tem o papel de contribuir para o desenvolvimento econômico, conforme destaca Martins. Segundo a empresa, o monitoramento de 117 subestações e de quase 70 mil quilômetros de redes dá suporte ao aumento da demanda energética, criando as condições necessárias para o desenvolvimento urbano e econômico dos 70 municípios atendidos.>
Para Martins, a existência de uma rede elétrica robusta e digitalizada é crucial para atrair novas empresas. Segundo ele, o COI garante que o Estado esteja preparado de forma antecipada para a chegada de grandes plantas industriais, com infraestrutura pronta para conexão imediata ao sistema.>
Nesse sentido, a EDP tem mapeados investimentos de R$ 5 bilhões até 2030, destinados à digitalização, automação e ao fortalecimento da resiliência da rede para torná-la robusta o suficiente para lidar com a demanda crescente e os eventos climáticos.>
O novo COI também passa a abrigar, no mesmo endereço, o Centro Integrado de Medição (CIM) e o Centro Integrado de Segurança (CIS), consolidando um modelo de gestão que une operação, controle de consumo e proteção patrimonial. >
A partir do CIM é realizado o monitoramento remoto e em tempo real de clientes conectados em alta, média e baixa tensão. A tecnologia permite identificar de forma imediata qualquer anormalidade no padrão de consumo, inclusive tentativas de fraude ou ligações irregulares.>
Somente em janeiro de 2026, o CIM monitorou 311 mil clientes nos 70 municípios de atuação da companhia, volume que representou 638 GWh de energia consumida no período. Segundo a EDP, a atuação integrada contribui para o combate às perdas não técnicas, promove maior justiça tarifária e reforça a confiabilidade do sistema elétrico.>
Já o Centro Integrado de Segurança (CIS) é responsável pela vigilância remota de todas as subestações do setor de Distribuição, além de prédios administrativos e bases operacionais da companhia espalhadas por toda a área de concessão. Entre os recursos utilizados, estão radares, câmeras com detecção de intrusão e instrumentos de alerta sonoro, garantindo monitoramento contínuo e resposta rápida a qualquer ocorrência.>
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