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Fábrica de porcelanas no ES vai dobrar capacidade e abrir 500 empregos

Projeto de expansão da Oxford em São Mateus já havia sido anunciado em 2016, mas estava paralisado por conta da alta do preço do gás natural. Investimento será feito a partir de 2021

Publicado em 28/07/2020 às 19h02
Atualizado em 29/07/2020 às 10h57
Linha de produção da Oxford Porcelanas
Interior da fábrica da Oxford Porcelanas, em São Mateus. Crédito: Divulgação/Oxford Porcelanas

A fábrica Oxford Porcelanas vai investir para dobrar a capacidade de produção da sua fábrica em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, a partir do próximo ano. A informação foi dada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Léo de Castro, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (28). A Gazeta entrou em contato com a empresa, que confirmou a informação. 

De acordo com o presidente da Findes, com a ampliação, serão criados cerca de 500 novos empregos. Por meio de sua assessoria, a Oxford disse que vai divulgar os detalhes do projeto em breve e não confirmou outras informações além da intenção de expandir a unidade. 

A indústria está no mercado desde 1953 e, em outubro de 2016, inaugurou em São Mateus a sua primeira fábrica fora de Santa Catarina. O plano de investimento da empresa em terras capixabas era composto por duas fases. 

A primeira foi a inauguração da unidade, quando executivos da empresa afirmaram que a segunda fase, com a expansão do parque fabril, ocorreria até 2023. Para construir a fábrica, foram investidos cerca de R$ 60 milhões. O valor de investimento da segunda etapa ainda não foi divulgado pela empresa.

Na época, a empresa informou que seriam gerados 380 empregos diretos na primeira etapa e que esperava contratar mais 470 após a expansão. Com isso, empregaria um total de 850 pessoas. A produção inicial, de 8 milhões de peças por ano, deve chegar a produzir 15 milhões de peças por ano com a expansão.

PREÇO DO GÁS QUASE AFASTOU INVESTIMENTO

A segunda fase da fábrica já era esperada desde que a unidade foi inaugurada em 2016, mas vinha coberta de incertezas por causa do alto preço do gás natural no Espírito Santo. Como a planta depende muito do insumo, o custo elevado não daria a ela a competitividade necessária.

As promessas de redução da tarifa e os passos que o Estado vêm dando nesse mercado podem ter sido decisivos para a empresa fazer o investimento aqui. Antes, chegou a se cogitar que o investimento fosse feito em Santa Catarina

Em entrevista a A Gazeta em dezembro de 2017, o diretor-presidente da indústria, Antônio Marcos Schroth, disse que o que trouxe a empresa para o Espírito Santo foi justamente o preço bom do gás, que é a segunda maior despesa da empresa. 

"A segunda fase era para estarmos começando agora [em 2017], mas essa etapa teve que ficar em stand-by (em espera) por causa dessa alta", disse. 

O Grupo Oxford é dono das marcas de porcelanas Oxford, Biona e Strauss, que produzem produtos como aparelhos de jantar, pratos, talheres e panelas.

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