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ES vai pedir a bancos nacionais que adiem cobrança de vítimas da chuva

Estado quer que moradores das áreas atingidas no Sul tenham mais tempo para pagar dívidas já contraídas com instituições, explica secretário. Entre elas, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil

Publicado em 24/01/2020 às 13h40
Atualizado em 06/04/2020 às 14h55
Chuvas deixam rastro de destruição em Iconha, no Sul do Espírito Santo. Crédito: Fernando Madeira
Chuvas deixam rastro de destruição em Iconha, no Sul do Espírito Santo. Crédito: Fernando Madeira

O governo do Estado vai pedir aos bancos nacionais que adiem a cobrança de parcelas de empréstimos já contratados pelos moradores das áreas atingidas pelas chuvas da semana passada, no Sul do Estado, especialmente os consignados. IconhaVargem Alta e Alfredo Chaves são alguns dos municípios mais afetados. 

A intenção do Executivo estadual é requisitar um adiamento de pelo menos um ano, mesmo tempo que está sendo dado pelos bancos públicos do Estado, Banestes e Bandes.

Segundo o secretário de desenvolvimento do Espírito Santo, Marcos Kneip, o pedido será feito prioritariamente ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, ao Bradesco e Sicoob.

"Ninguém hoje ali tem condição de pagar nada. Tem que haver uma sensibilidade como foi feito por parte do Banestes", afirma o secretário. Com a chuva, sete pessoas morreram na região e casas, escolas, postos de saúde e lojas foram destruídos. São mais de 3.300 desalojados e desabrigados.

O governo anunciou na última quarta-feira que os moradores das áreas atingidas pelas chuvas teriam uma carência de 12 meses para continuar pagando as dúvidas no Banestes e no Bandes. A preocupação era principalmente com os empréstimos consignados, que são descontados em folha.

Kneip acredita que essa medida já deve atingir 80% da população endividada. Já que contempla a maior parte dos servidores.

BANCOS

Procurada, a Caixa informa que até o momento não recebeu pedido do governo do Estado para suspensão de cobrança de parcelas de empréstimos dos atingidos pelas chuvas no Espírito Santo. O banco ressalta ainda que está avaliando alternativas para atender as necessidades dos municípios afetados e que já foi disponibilizado para o município de Alfredo Chaves uma Unidade de Atendimento Móvel (caminhão-agência), que será instalada nos próximos dias.

O Banco do Brasil também afirma que ainda não recebeu comunicação por parte do governo do Estado.

O Sicoob Espírito Santo afirma que as agências atingidas também foram remontadas em endereços temporários e estão com atendimento em expediente regular. Além disso, estuda a renegociação do prazo das operações de crédito já contratadas pelos associados destes municípios. A cooperativa também vai disponibilizar, a partir da próxima segunda (27), R$ 20 milhões através da linha de crédito emergencial Recomeçar, que pode ter os juros zerados para o associado e condições facilitadas para a contratação. 

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