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Entenda se a queda do preço do petróleo deixará a gasolina mais barata

Especialistas explicam como a crise do petróleo terá reflexo nas bombas. Segundo eles, impactos podem acontecer, mas não da mesma proporção que foi com o barril

Publicado em 09/03/2020 às 15h32
Atualizado em 09/03/2020 às 15h32
Queda do preço do petróleo pode ter reflexo sutil no valor da gasolina cobrada nas bombas. Crédito: Ricardo Medeiros
Queda do preço do petróleo pode ter reflexo sutil no valor da gasolina cobrada nas bombas. Crédito: Ricardo Medeiros

preço do petróleo despencou desde domingo (09) à noite em 30% após a Arábia Saudita afirmar que iria cortar o valor do barril e que também aumentaria a produção como retaliação à Rússia.

Mas, afinal, essa desvalorização da commodity poderá ser sentida no bolso dos consumidores? A gasolina e o diesel vão ficar mais baratos com esse movimento que levou o barril a ser comercializado a US$ 30?

Para alguns especialistas, o preço do combustível até pode cair nas bombas, mas não de forma tão rápida. Para o especialista em mercado financeiro, Fernando Galdi, professor da Fucape, o produto que está com preço em queda só será comercializado em abril deste ano.

Outro fator é o dólar. Como a moeda americana está em processo de valorização, motivada por essa nova crise do petróleo e também pela expansão do coronavírus, é capaz da redução não chegar tão forte nas bombas, de acordo com o professor.

O economista Antonio Marcus Machado também acredita a queda no preço do petróleo deve provocar redução no valor dos combustíveis fósseis, mas essa diminuição não será tão forte. "Vai afetar muito pouco, principalmente por causa do câmbio alto. O efeito da desvalorização do petróleo só terá reflexo maior no preço da gasolina se o Banco Central fizer mais intervenções para impedir o avanço do dólar"

O especialista em Petróleo e Gás, Fernando Taboada, acredita que a crise atual, provocada pelo coronavírus e pela disputa entre Rússia e Arábia Saudita, é momentânea e que por isso não acredita numa forte redução de preço nas bombas. Ele também ver que a alta do dólar está compensando essa perda de valor da commodity.

“ É difícil saber quanto tempo isso vai durar, mas o pânico desta segunda tem relação com um receio que já existia de crise mundial. Os dois países são o segundo e terceiro maiores produtores de petróleo. São protagonistas no mercado de óleo e gás depois dos Estados Unidos. Apesar de a crise desta crise ser por causa de um conflito entre Rússia e Árabia Saudita, ao meu ver, nos bastidores os dois trabalham juntos para derrubar os EUA”, afirma Taboada.

O motivo é que o pais estadunidense se tornou o maior produtor de petróleo ao usar reservas não convencionais retiradas de rochas geradoras por meio de fraturas que permitem colocar mais áreas de formação rochosa em contado com poços para extrair um grande volume de hidrocarbonetos.

Quanto tempo isso vai levar é difícil vai analisar. Já existia um certo receio da crise mundial. Estavam esperando. o gás está muito barato por causa da evolução e de produção de óleo não convencional. o gás está barato. o gás está caro.

AUMENTO DA CIDE É DESCARTADA

Na manhã desta segunda-feira, especialistas começaram a dizer que o governo federal poderia aumentar a CIDE (imposto aplicado nos combustíveis) para reduzir o impacto da queda do preço do petróleo na arrecadação. Mas a possibilidade foi descartada pelo presidente Jair Bolsonaro em seu Twitter.

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