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Prejuízo

Empresa do ES perde R$ 70 mil em golpe do falso cadastro do Pix

Criminosos se passaram por funcionários de um banco em que a companhia tinha conta e pediram informações do negócio, inclusive dados bancários e senhas

Publicado em 28 de Dezembro de 2020 às 16:16

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 dez 2020 às 16:16
Pix
Pix é o novo sistema de transações financeiras do Brasil, que permite operações em segundos até para outros bancos Crédito: Banco Central/Divulgação
Uma empresa do Espírito Santo foi vítima de um golpe envolvendo o Pix, novo sistema de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central, e perdeu R$ 70 mil. Criminosos se passaram por funcionários de um banco em que a companhia tinha conta e pediram informações do negócio, inclusive dados bancários e senhas. De posse dessas informações, conseguiram ter acesso ao dinheiro.
Segundo o titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Breno Andrade, o golpe ocorreu no início de dezembro e  está sendo investigado. De acordo com ele, os bandidos ligaram para a empresa de Vitória fingindo falar do banco e falaram que era necessário cadastrar a chave Pix do negócio.
Por coincidência, a companhia estava justamente tentando realizar o cadastro da chave, mas não conseguia, o que contribuiu para que o golpe desse certo.
"A partir desse momento, a empresa forneceu diversos dados sigilosos, como a senha, além do CNPJ, para o golpista. Foi transferido um valor de R$ 5 mil por Pix. No entanto, depois que a vítima passou os dados, os bandidos transferiram cerca de R$ 65 mil da conta da empresa. No final das contas, a empresa perdeu R$ 70 mil a título de transações bancárias que fizeram a partir dos dados que passaram"
Breno Andrade - Titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC)
O delegado ainda lembra que a ação poderia ter sido evitada caso a empresa tivesse tomado medidas de cautela. Entre elas está desligar o telefone quando os criminosos se identificaram como sendo do banco. Outro procedimento seria procurar a agência bancária em que a empresa possui conta para saber se o contato foi realizado por ela.
"Cuidado com as pessoas que ligam para você. Os criminosos estão cada vez mais profissionais e usando de artifícios para conseguir aplicar os golpes. Em alguns casos, durante as ligações, eles usam até músicas parecidas com a dos bancos para enganar a vítima", alerta.
Ele comenta que o sistema do Pix é seguro e feito para dar segurança ao usuário. Porém, os criminosos vão atrás das vítimas a fim de cadastrar falsamente a chave desses usuários com o objetivo de coletar dados das pessoas. O delegado aponta também que, geralmente, a instituição bancária não vai correr atrás do usuário para fazer o cadastro das chaves no Pix.
"O cliente por livre e espontânea vontade vai realizar o cadastro e ele deve ser feito no próprio aplicativo do banco e no site oficial da instituição financeira. Os criminosos usam sites falsos e links compartilhados por e-mail, SMS e WhatsApp para atrair o interesse das possíveis vítimas. Desconsidere essas mensagens que pedem que você faça o cadastro. Se quiser cadastrar a chave Pix, abra o aplicativo ou site oficial do banco", orienta.
Breno Andrade ainda informa que as instituições financeiras já têm duas camadas de segurança. A primeiro é o login e a senha ao entrar no aplicativo ou site. Já a segunda é uma outra senha, normalmente diferente da de login, e que funciona como assinatura eletrônica. Ela é solicitada quando uma transação financeira será realizada. "Qualquer operação fora disso, cuidado, pode ser golpe".
O delegado lembra também que as pessoas não devem ter vergonha de fazerem o boletim de ocorrência após caírem em um golpe. A ocorrência pode ser registrada em qualquer delegacia física ou por meio da Delegacia On-line.
"Junte todas as provas, prints, e-mail, número de telefone, por exemplo, para apresentar na delegacia. O Poder Judiciário vai tomar as providências para que essas pessoas sejam punidas", afirma Breno Andrade.

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