ASSINE

É melhor declarar o Imposto de Renda 2020 no início ou no fim do prazo?

Contribuintes têm dois meses para reunir documentação e fazer as contas para saber se têm direito à restituição. Em caso positivo, recebe primeiro quem declara mais cedo

Publicado em 28/02/2020 às 11h18
Atualizado em 28/02/2020 às 13h51
O valor da restituição é corrigido pela taxa Selic. Crédito: Arquivo/Agência Brasil
O valor da restituição é corrigido pela taxa Selic. Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Na próxima segunda-feira (02) começa o prazo para declaração do Imposto de Renda 2020. A documentação deve ser enviada até 30 de abril. Com dois meses para reunir os documentos e fazer as contas, fica a dúvida: é melhor declarar no início do prazo ou mais para o final?

Especialistas afirmam que a época ideal para envio da declaração depende se o contribuinte tem, ou não, direito a receber alguma restituição. Caso haja essa previsão, o melhor é fazer a entrega o mais breve possível.

"O primeiro lote de restituição é destinado aos idosos, pessoas com deficiência e outros grupos prioritários. A partir do segundo, recebe primeiro quem declarou mais cedo", esclarece a contadora Rayane Freitas, da Ebitdah assessoria contábil e financeira.

RESTITUIÇÃO TERÁ MENOS LOTES

Uma das novidades apresentadas pela Receita Federal este ano é a redução e a antecipação dos lotes de restituição de impostos. Antes, o dinheiro era pago em sete lotes, que iam de julho a dezembro. Este ano, o pagamento será feito em cinco lotes, entre maio e setembro.

O advogado tributarista Gustavo Abib, do Miguel Neto Advogados, alerta que a pressa para enviar a declaração não pode se sobrepor ao rigor. "É importante ter em mente que a Receita pode solicitar a apresentação de documentos referentes aos gastos e rendimentos do contribuinte em 2019. É preferível que a pessoa tenha de fato a posse desses documentos antes de enviar", ressalta.

O advogado esclarece ainda que, mesmo que a restituição venha no último lote, ela será corrigida pela Selic. A taxa básica de juros é atualmente de 4,25% ao mês, a menor da história.

VALOR É CORRIGIDO PELA SELIC

Por conta do baixo rendimento, a contadora Rayane Freitas aconselha a quem receber a restituição mais cedo aplicar esse recurso em algum investimento mais rentável ou utilizá-lo para pagar dívidas, por exemplo.

Já quem não tem restituição a receber ou vai pagar impostos, pode esperar até o final do prazo. O tempo extra pode ser utilizado para reunir melhor a documentação, para não correr o risco de cair na malha fina e ter que pagar multa. "A Receita estipula o prazo de dois meses justamente para que contribuintes tenham tempo para angariar algum valor pedido a título de imposto e juntar toda a documentação", diz Abib.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.