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Dois anos após dragagem, Porto de Vitória ainda não recebe navios com mais carga

Depois de 20 anos de promessas e paralisações, a obra da dragagem foi entregue em 2017. Mas até hoje falta sinalização e a realização de testes para que de fato o porto amplie sua capacidade de movimentação de cargas

Publicado em 13/01/2020 às 21h16
Atualizado em 14/01/2020 às 11h31
Porto de Vitória: embarcações poderão estar mais carregadas ao entrar e sair do porto. Crédito: Codesa/Divulgação
Porto de Vitória: embarcações poderão estar mais carregadas ao entrar e sair do porto. Crédito: Codesa/Divulgação

Mais de dois anos se passaram desde que a dragagem e derrocagem do Porto de Vitória foi entregue. A obra, que em meio a promessas, paralisações e aumento de custos se estendeu por cerca de 20 anos, era um antigo anseio do setor produtivo capixaba. Apesar de finalmente ter sido concluída, porém, o porto continua sem poder receber navios maiores e com mais carga porque falta sinalização e a realização de testes para liberar o tráfego dessas embarcações. 

As intervenções no Porto de Vitória, administrado pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), aumentaram a profundidade do calado de 10,67 metros para 12,50 metros. Elas foram concluídas em outubro de 2017 e custaram R$ 120 milhões aos cofres públicos.

Apesar de estruturalmente o porto estar apto a receber navios com maior profundidade de calado, ainda é preciso realizar a sinalização adequada da Baía de Vitória. De acordo com a colunista de A Gazeta Beatriz Seixas, isso custaria em torno de R$ 1 milhão e essas obras seriam iniciadas no final de dezembro, o que ainda não ocorreu. Essa sinalização náutica indica o caminho para os navegantes, inclui a instalação dos chamados faróis de alinhamento delta.

Após esse período, devem ser iniciados testes de manobras das embarcações, sendo necessários 10 testes de entrada e 10 de saída na Baía de Vitória. A expectativa é que essa etapa dure aproximadamente cinco meses, permitindo que até o final de 2020 o porto seja capaz de intensificar a sua movimentação de cargas.  Concluído este processo, ainda será necessária a homologação de todas as mudanças.

A reportagem entrou em contato com a Codesa nesta segunda-feira (13) para saber sobre os prazos para a finalização das intervenções, mas não obteve retorno.

Como aumentou a profundidade do porto, os navios com maior capacidade de carga poderão entrar e sair mais carregados. O limite em vigor é de 30 mil toneladas de carga e deve chegar a 70 mil após todas as intervenções. A expectativa é que a capacidade de movimentação seja aumentada em até 35%.

MELHORIAS PARA O TRANSPORTE DE CARGAS

Em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo da TV Gazeta nesta segunda,  o governador Renato Casagrande afirmou que a logística é o maior desafio para o Estado e que é fundamental termos um porto especializado transporte de cargas gerais (em contêineres). “Nós temos a perspectiva de investimento privado da empresa Imetame, em Aracruz, que está perto de começar esse porto”, disse.

“Ele já está quase todo licenciado, então, é um investimento importante que poderá ajudar a consolidar essa relação com Minas Gerais, com Goiás e Mato Grosso”, acrescentou o governador.

Além do porto da Imetame, Casagrande também citou o Porto Central, em Presidente Kennedy, e o processo de concessão da Codesa como possibilidades para melhorar o transporte de cargas no Espírito Santo.

A NOVELA DA OBRA DA DRAGAGEM DO PORTO DE VITÓRIA

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