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Mercado externo

Coronavírus derruba preço do petróleo, da celulose e do minério

A China, que sofre com a epidemia,  consome produtos que são a base da economia capixaba. Ainda não há previsões de retomada
Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 fev 2020 às 14:31

Publicado em 12 de Fevereiro de 2020 às 14:31

Petróleo, pelotas de minério e celulose: principais commodities que o ES exporta para a China Crédito: Montagem A Gazeta / Fotos: Divulgação
Menos de dois meses após a descoberta na China do vírus nCoV-2019, um tipo de coronavírus, o número de mortes já passam de mil e o de infectados ultrapassa 44 mil. A epidemia, que ganhou contornos globais, tem afetado o mercado mundial, já que o país asiático é um dos maiores mercados consumidores do planeta.
O medo de uma pandemia fez despencar o preço das commodities, inclusive aquelas produzidas e exportadas pelo Espírito Santo. O preço do barril de petróleo (brent) caiu 17,8% desde a segundo semana de janeiro, quando a epidemia começou a ter efeito no mercado internacional. No mesmo período, o preço da celulose reduziu 4,19% e o do minério, 13,8%.
A queda, segundo analistas, se deve ao fato de a China ser responsável por consumir grande parte desses produtos. O país compra quase 65% do petróleo produzido no Brasil. Da mesma forma, 64% do minério e 42% da celulose brasileiros são destinados ao país asiático. Os dados são da BMJ Consultores Associados para o Estadão.
Para o Espírito Santo, os chineses são apenas o terceiro maior mercado externo, porém eles compram produtos que são a base da economia capixaba.
Ainda não é possível prever ao tamanho e a duração dos impactos do coronavírus na economia, mas as projeções não são positivas. A desaceleração da atividade no Brasil no primeiro trimestre de 2020 tem levado economistas a rever para baixo as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). Pelos mesmos motivos, o Banco Central promoveu novo corte na taxa de juros. A Selic passou de 4,5% para 4,25%.
Na bolsa de valores, as ações das empresas exportadoras de commodities estão mais vulneráveis, caindo de forma significativa desde 15 de janeiro.
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou na última sexta-feira (7) que o surto fez baixar o preço do barril de petróleo porque houve redução da demanda. Segundo ele, existem fábricas fechadas em 20 províncias da China, onde o surto do coronavírus teve início. Com menos indústrias consumindo petróleo e derivados, o preço tende a cair – devido à diminuição da demanda e dos consequentes excedentes de oferta. Ele ressaltou, no entanto, que as vendas não foram afetadas.

MINÉRIO E CELULOSE EM MOMENTO RUIM

O impacto do coronavírus atingiu a indústria capixaba em um momento já delicado, de desaceleração da produção.
Durante 2019, paradas programadas de usinas de pelotização da Vale no Complexo de Tubarão, a redução da exportações de minério de ferro e celulose, foram os principais componentes que levaram a indústria extrativa a apresentar queda de 21,1% em 2019.
Na ocasião, os setores já reclamavam do preço baixo de commodities como petróleo e minério no mercado internacional.
Com Agência Brasil,  Folhapress e Estadão

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