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Demanda chinesa

Exportadores de carne do Brasil e do ES podem lucrar com o coronavírus

Peste suína, que já havia feito a China comprar mais carne brasileira - provocando aumento nos preços no mercado interno -, agora se soma à gripe aviária e ao coronavírus, que tem impedido o transporte de animais no país

Publicado em 08 de Fevereiro de 2020 às 20:33

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 fev 2020 às 20:33
Carne de boi: exportações de proteína animal para a China vivem alta e podem aumentar Crédito: Divulgação/Abiec
Um dos poucos setores da economia brasileira que pode lucrar com a epidemia do novo coronavírus é o de proteína animal. Não bastasse a peste suína - doença mortal que se abateu sobre rebanhos da China e fez o país comprar mais carne brasileira -, e a gripe aviária - que tem levado o governo chinês a ordenar o abate de quase 18 mil aves -, agora, como o novo vírus, o gigante da Ásia pode ter sua criação de animais ainda mais comprometida.
Devido ao surto do coronavírus, o governo de Pequim impôs regras duras para evitar que a doença se espalhe. Entre elas está a proibição do transporte de aves vivas - que, acredita-se, pode elevar os riscos de transmissão do vírus. Também foi paralisado o transporte de ração e de animais vivos para matadouros.
Com isso, avicultores da província de Hubei foram impedidos, por exemplo, de levar ovos e galinhas para o mercado, relatou a agência de notícias internacional Reuters. Com a falta de comida para os animais, alguns produtores estão reduzindo a alimentação, enquanto outros estão destruindo parte da criação. Hubei é a província que abriga a cidade de Wuhan, epicentro do novo coronavírus.
O temor no mercado chinês é grande. Como a carne de porco já está escassa no país após a peste suína, o consumo de aves aumentou, mas que pouco depois chegou a gripe aviária, considerada ainda pior que a suína, e agora o coronavírus, este afetando sobretudo a região de Hubei, que abate cerca de 500 milhões de aves por ano e é um importante produtor de ovos.
É nesse cenário que os produtores brasileiros ganham mais força. Quando a China começou a perder seus rebanhos suínos no ano passado, as exportações, sobretudo de carne bovina, deram um saldo para o país, o que fez inclusive o preço da proteína subir do mercado nacional. Agora, com o possível novo aumento dessa demanda, empresas já ficam otimistas por aqui.
"Em 2019, a peste suína africana fez as exportações de aves do Brasil para a China subirem 34%; as de carne suína, 61%. Com o surto de Influenza Aviária agora, a demanda vai subir. O coronavírus faz da segurança alimentar um pilar fundamental na China, que buscará produtos seguros", disse ao jornal O Globo Francisco Turra, à frente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Empresas como JBS e BRF, ainda que tenham perdas na bolsa por ora, já monitoram oportunidades na região asiática e devem ser beneficiadas. Na semana passada, a JBS anunciou acordo com o WH Group para distribuição das marcas Friboi e Seara na China. Espera movimentar até R$ 3 bilhões em negócios por ano.

ESPÍRITO SANTO 

Por mais que seja forte na criação de aves, o Espírito Santo não deve ter criadores beneficiados, conforme explicou o diretor-executivo das associações dos avicultores (Aves) e dos suinocultores (Ases) do Espírito Santo, Nélio Hand:
"Não temos dimensão do reflexo que tudo teria aqui no Espírito Santo, até porque temos pouca coisa que vai para a Ásia. Para a China, nós não temos habilitação para exportar frango ainda. E suínos o Estado só fornece para o mercado interno"
Nélio Hand - Diretor-Executivo da Aves/Ases
No Estado, quem poderia ser beneficiada é a capixaba Frisa, que já exporta carne bovina para a China. Questionada por A Gazeta sobre a oportunidade, a empresa informou apenas que ainda não é possível prever um panorama futuro, pois trata-se de um caso recente.

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