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Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 14:52
O Espírito Santo deve continuar sem voos diretos para o Aeroporto Santos Dumont (SDU), no Centro do Rio de Janeiro (RJ), e as operações entre os dois Estados devem seguir concentradas no Galeão (GIG). No fim de 2025, o governo federal chegou a ensaiar uma flexibilização para permitir mais pousos e decolagens no Santos Dumont, mas a medida foi revogada nesta semana.>
Em reunião na última terça-feira (3) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), ficou decidida a manutenção das restrições, o que impede a retomada da rota capixaba.>
Desde 2023, o Espírito Santo não tem mais voos diretos nessa ponte aérea (VIX-SDU). No início, a restrição regulatória foi promovida por uma limitação geográfica que restringia voos ao aeroporto do Centro do Rio a municípios localizados em um raio de até 400 quilômetros. A decisão atendeu a um pedido de Paes, que queria reduzir o número de passageiros na região central da cidade e aumentar o fluxo do Galeão, terminal internacional que estava com a capacidade ociosa.>
A restrição geográfica foi derrubada pelo governo federal e passou a vigorar outro tipo de limitação. Foi estabelecido um teto anual de 6,5 milhões de passageiros por ano no Santos Dumont, definido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelo Ministério dos Portos e Aeroportos.>
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No fim de 2025, o governo federal chegou a um entendimento de flexibilizar a limitação de passageiros estabelecida para o terminal carioca. Ficou entendido que o aeroporto poderia receber, novamente, mais passageiros. Com isso, as companhias aéreas poderiam voltar a colocar Vitória entre as cidades atendidas pelo aeroporto. >
Com a flexibilização, o aeroporto poderia receber até 9 milhões de passageiros em 2026 e até 10 milhões em 2027, enquanto que, a partir de 2028, não haveria mais restrições regulatórias. A medida não agradou Eduardo Paes, que foi ao encontro de Lula pedir que as restrições continuassem e foi atendido. Dessa forma, o número de passageiros seguirá limitado.>
Dentro do limite de 6,5 milhões de passageiros, companhias aéreas como Azul, Gol e Latam precisaram definir quais rotas manteriam no Santos Dumont para não extrapolar o teto. Com isso, as empresas acabaram mantendo rotas mais tradicionais, como Brasília e São Paulo. Já as operações entre Vitória e a capital fluminense foram transferidas para o Galeão.>
Em nota enviada à reportagem de A Gazeta, o Ministério dos Portos e Aeroportos afirmou que a ausência de voos diretos entre Vitória e o Santos Dumont decorre de decisões operacionais e estratégicas das empresas, que priorizam rotas de maior volume e rentabilidade dentro da capacidade permitida do SDU.>
A medida não agradou os capixabas, uma vez que antes era possível desembarcar e embarcar já no centro da cidade. Agora, no Galeão, é necessário pegar algum meio de transporte para chegar à região central do Rio.>
As companhias aéreas foram procuradas por A Gazeta para saber se, caso o fim das restrições se concretizasse, voltariam a estabelecer a rota Vitória-Santos Dumont. >
A Azul informou que está sempre atenta ao mercado e avalia constantemente as possibilidades de incremento de sua malha. No entanto, disse que, neste momento, não há previsão de operações entre Vitória e o Santos Dumont. >
Já a Latam informou que avalia todas as oportunidades para ampliar, de forma sustentável, a conectividade de sua malha aérea e qualquer nova operação será comunicada oportunamente. A Gol também foi procurada, mas não respondeu.>
A Zurich Airport Brasil, administradora do Aeroporto de Vitória, disse que a readequação da malha aérea entre Vitória e Rio de Janeiro, realizada pelas companhias aéreas, está alinhada às restrições operacionais do Santos Dumont e que mantém diálogo contínuo com as empresas, com o objetivo de ampliar a oferta de voos e destinos a partir da Capital capixaba. Destacou, por fim, que a decisão de iniciar ou retomar uma rota é das companhias aéreas.>
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