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Petróleo e gás

Acordo entre Petrobras e empresa de sondas vai reativar projetos no ES

Dois navios-sonda para exploração de petróleo da Sete Brasil serão montados no Estaleiro Jurong, em Aracruz. Isso deve gerar mais empregos e impulsionar retomada do setor

Publicado em 21 de Dezembro de 2019 às 05:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 dez 2019 às 05:01
Navio-sonda Arpoador: projeto será montado no Estaleiro Jurong Aracruz Crédito: Estaleiro Jurong/Divlgação
Um acordo costurado entre a Petrobras e a empresa Sete Brasil - estatal do mercado de sondas - vai beneficiar o Espírito Santo. Projetos parados da Sete, como a montagem de dois navios-sonda em Aracruz, Norte do Estado, sairão do papel. Os termos foram aprovados nesta sexta-feira (20) pela diretoria da gigante do petróleo.
No acordo, foram mantidas a manutenção dos contratos de afretamento e de operação referentes a quatro sondas, com vigência de 10 anos e taxa diária de US$ 299 mil, segundo a Petrobras. Duas delas, como previsto no passado em contrato, devem ser desenvolvidas pelo Estaleiro Jurong Aracruz (EJA), em Aracruz.  Durval Vieira Freitas, coordenador do Fórum Capixaba de Petróleo e Gás da Federação das Indústrias do Estado (Findes), diz que o pacto celebrado vai permitir que as obras do navio-sonda Arpoador e do navio-sonda Guarapari aconteçam.
"Os dois vão para o EJA, o que representa uma alavancagem grande para o estaleiro, que vai estar com a plataforma P-71 e mais duas sondas em construção. Isso dá uma estabilidade de produção do Jurong, porque viabiliza a manutenção do funcionamento dele", comenta.
Além disso, o acordo também determina o encerramento dos contratos celebrados em relação a outras 24 sondas; a saída da Petrobras e de suas controladas do quadro societário das empresas do Grupo Sete Brasil e do FIP Sondas, bem como o consequente distrato de contratos não compatíveis com os termos do texto. A Sete Brasil estava com projetos paralisados por conta de investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato,  do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR).
A formalização do pacto dependerá apenas do atendimento das regras de governança da Sete Brasil e das demais empresas envolvidas. Já a eficácia dele e dos demais contratos vigentes estará atrelado ao atendimento de condições que devem ser realizadas até 30 de junho de 2020.
Atualmente o Jurong emprega cerca de 2,5 mil pessoas, direta e indiretamente. Inicialmente o estaleiro montaria sete projetos, mas destes somente os dois foram mantidos. Apesar disto, os dois navios-sondas que serão feitos no Estado vão possibilitar que a cadeia de fornecedores do setor volte ao pico e gere empregos por até mais três anos. 
"A P-71 vai chegar no primeiro semestre de 2020.  Já as demais sondas vêm no segundo. Isso vai permitir que o Jurong tenha mais tempo para buscar alternativas e parcerias para outras construir plataformas. E vai possibilitar o desenvolvimento do setor naval para o Estado com a instalação de sistema hidráulico e de turbo na caldeiraria, com oportunidades para especialistas em válvulas e automação", aponta.

ESTALEIRO JURONG ESTEVE ENVOLVIDO EM DENÚNCIA DA LAVA JATO

A Sete Brasil foi contratada pela Petrobras para apoiar o programa brasileiro de exploração do pré-sal, por meio da construção, em território nacional, de sondas de perfuração em águas profundas. 
Em julho deste ano, a pedido da força-tarefa Lava Jato, foram cumpridos mandatos de prisão de Guilherme Esteves de Jesus, consultor do estaleiro, e de busca e apreensão no Jurong. Ele era suspeito de pagamentos de propina feitas pela empresa para a obtenção de contratos com a Petrobras.

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