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Vila Velha é a cidade que mais preocupa e caminha para risco alto

Por conta do aumento do número de novos casos e de óbitos, além da média móvel de mortes, o secretário de Saúde do Estado, Nésio Fernandes, afirmou que o município pode deixar o risco moderado

Vitória
Publicado em 15/12/2020 às 21h52
Praia da Costa, em Vila Velha, lotada no dia 13/12/2020, em meio a pandemia e ao crescimento de casos da Covid-19 no ES
Praia da Costa, em Vila Velha, lotada no último domingo (13) em meio a pandemia e ao crescimento de casos da Covid-19. Crédito: Ricardo Medeiros

Vila Velha é o município do Espírito Santo mais afetado pela pandemia do coronavírus, liderando as estatísticas de números de casos confirmados e óbitos em decorrência da doença. E, com o aumento desses indicadores nas últimas semanas, a cidade está próxima da classificação de risco alto de transmissão da Covid-19. É o que afirmou o secretário de Saúde do Estado, Nésio Fernandes nesta terça-feira (15).

Atualmente, segundo o último Mapa de Risco elaborado pelo Governo do Estado e divulgado na sexta-feira (11), Vila Velha está classificada com risco moderado de transmissão da Covid-19, assim como toda a Grande Vitória. Segundo Nésio Fernandes, isso, porém, tende a mudar a partir dos números de média móvel de óbitos e novos casos observados nas últimas duas semanas.

"Isso representa o risco iminente de que muitos municípios capixabas irão migrar para risco alto e moderado. Serão raros os municípios em risco baixo na última semana deste mês. Existe uma chance grande de não haver município em risco baixo. Acompanhando a evolução de óbitos, vemos que a situação de Vila Velha está crítica. Dos municípios da Grande Vitória, é o que caminha para um ponto muito crítico no mapa de risco, já que saiu de 14 óbitos na semana 47 de análise para 35 óbitos duas semanas depois, ou seja, mais do que dobrou a quantidade de mortes em 15 dias", disse.

Além disso, o secretário afirmou que as festas de final de ano no Espírito Santo podem agravar a situação já delicada na qual se encontram todos os municípios capixabas, mas, em especial, os da Grande Vitória. Segundo Nésio, as interações sociais neste mês serão diferentes das interações em meses anteriores, por conta do contexto de alta transmissão no qual o Espírito Santo está inserido.

"Quando fazemos uma análise das interações sociais das próximas semanas, são em um contexto de alta transmissão. As interações que tivemos em setembro, foram em um contexto de baixa transmissão da doença. Uma interação agora, teria uma violência epidemiológica muito maior. Torço para que esteja errado, mas o início da queda sustentada de óbitos seria daqui há 8 semanas. Teremos semanas muito críticas no Estado, que caminha para em janeiro ter um aumento nos casos, internações e, infelizmente, de óbitos também", finalizou.

De acordo com a atualização desta terça (15) do Painel Covid-19, ferramenta da Secretaria do Estado de Saúde, o Vila Velha já registrou 30.972 infecções pelo coronavírus e 667 óbitos. O bairro mais afetado é a Praia da Costa, com 3.488 casos confirmados da doença.

GRANDE VITÓRIA EM RISCO

O aumento dos indicadores, porém, não é exclusividade de Vila Velha. Toda a Grande Vitória está classificada como risco moderado no Mapa de Risco do governo do Estado e o governador Renato Casagrande alertou durante entrevista à Rádio CBN Vitória nesta terça-feira (15) que as cidades da região Metropolitana caminham para o risco alto de contaminação da Covid-19.

"A tendência é a Grande Vitória caminhar para o risco alto nos próximos dias pela quantidade de pessoas que estão perdendo a vida, pela quantidade de pessoas que estão contaminadas. Risco maior (significa) fechamento de comércio a partir de 16h no sábado, e no domingo não tem abertura", disse o governador.

A COVID-19 NO ES

De acordo com a atualização do Painel Covid-19 desta terça-feira (15), o Espírito Santo registrou 21 mortes e 2.400 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas. Até o momento, o Estado contabiliza um total de 4.630 mortes pela doença e 217.938 casos confirmados.

A quantidade de curados também subiu, chegando a 199.651. A taxa de letalidade da Covid-19 se mantém 2,12%, e 703,255 testes já foram realizados no Estado.

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