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Vídeo: veja o que muda no ensino médio das escolas do ES em 2022

Mudanças nesta etapa da educação serão implementadas em todo o país, mas há situações particulares nos Estados; alunos vão poder escolher as áreas em que querem se aprofundar

Publicado em 26/09/2021 às 08h14

Criar um ensino médio com perfil mais próximo da realidade dos jovens e, portanto, mais atrativo já é uma ideia longamente debatida no ambiente educacional e que, agora, está a poucos passos de ser implementada no país. Entre as mudanças em curso está a possibilidade de o aluno escolher o que pretende estudar nesta etapa. 

A escolha deverá ser feita no momento que antecede a matrícula, com a oferta que será apresentada por cada escola, mas se, ao final da 1ª série, o estudante decidir que pretende seguir outro caminho, ele ainda terá a opção de mudar e concluir o ensino médio em outra área.

Vale ressaltar que essa movimentação, tanto da opção inicial da unidade de ensino quanto da troca, está condicionada à disponibilidade de vagas. 

O novo modelo de ensino entra em cena, oficialmente, a partir de 2022, com um currículo diferenciado para as turmas que vão ingressar na 1ª série. Nas escolas da rede estadual do Espírito Santo, contudo, algumas iniciativas já foram adotadas para facilitar o processo de transição. 

Escola Estadual Fernando Duarte Rabelo, em Vitória, tem oferta em tempo integral
Nas escolas de tempo integral, o período destinado a atividades diversificadas é maior. Crédito: Divulgação/Sedu

É o caso da carga horária ampliada. Pela legislação vigente, cada série precisa ter, no mínimo, 800 horas anuais e, no novo ensino médio, serão 1 mil horas por ano.

As 284 escolas estaduais de ensino médio já cumpriam uma jornada maior que o previsto em lei - 916 horas - e, em 2019, a  Secretaria de Estado da Educação (Sedu) selecionou 17 para servirem como piloto e, assim, avaliar a implantação das mil horas. No ano passado, a ampliação foi levada a 62 unidades de ensino da Grande Vitória  e, a partir de 2021, alcançou toda a rede. 

O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, observa que a ampliação da carga horária, por si só, já faz diferença no processo de ensino-aprendizagem, independentemente das mudanças no currículo que passarão a valer no ano que vem. 

Na versão do novo ensino médio no Espírito Santo, a jornada nos três anos será de 1.800 horas para a formação geral básica (as disciplinas já conhecidas, tais como Português e Matemática) e, no mínimo, 1.200 horas para o chamado itinerário formativo (conteúdos diversificados). Essa é a carga horária de escolas regulares. Naquelas de tempo integral, o período dedicado a atividades diferenciadas é maior. 

Com a carga horária ampliada, embora o modelo atual tenha a predominância das matérias tradicionais, uma parte da jornada também passou a oferecer aos alunos três componentes integradores - Projeto de Vida (ajuda o aluno a refletir sobre suas perspectivas), Estudo Dirigido (uma espécie de tutoria para as demandas que surgem na escola) e Eletivas (aulas com conteúdos interdisciplinares de temáticas bastante diversas, como música, moda, cultura, Enem). Estes terão, no mínimo, 200 horas anuais a partir de 2022, na 1ª série do ensino médio. 

Na 2ª e 3ª séries, além dos componentes integradores, a novidade será a implantação de nove conteúdos de aprofundamento, tanto em áreas específicas - Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas - quanto entre áreas, ou seja, propostas interdisciplinares. Toda essa oferta integra o itinerário formativo, que ainda tem uma opção de formação técnica e profissional, e estará disponível em 2023 e 2024 - ano em que se completará o primeiro ciclo de formados  pelo novo ensino médio. 

Vitor de Angelo aponta que a rede estadual pretende enfatizar a oferta de formação profissionalizante, uma demanda que já foi evidenciada em pesquisas com estudantes. A realidade de muitos, ao concluir o ensino médio, passa pela necessidade de trabalhar e, com o ensino técnico, eles sairão com um diploma de técnico, ampliando suas oportunidades. 

A oferta de cada escola ainda está em construção e será apresentada na Chamada Escolar - processo de matrícula da rede pública - prevista para outubro. Será nesse momento que o aluno vai indicar o que pretende estudar, entre as opções das unidades de ensino mais próximas de sua casa. 

SAIBA MAIS SOBRE O NOVO ENSINO MÉDIO

  1. 01

    Carga horária

    A formação geral básica, que reúne as disciplinas tradicionais como Português, Matemática, História e Biologia, será de 1.800 horas nos três anos do ensino médio. Já o itinerário formativo (conteúdos diversificados) será de, no mínimo, 1.200 horas. Esta será a jornada das escolas regulares porque, no tempo integral, o período dedicado a atividades diferenciadas é maior. 

  2. 02

    Itinerário formativo

    Essa é a denominação para a parte diversificada do novo currículo, é dividido em dois conjuntos de componentes: os integradores e os aprofundamentos. Cada escola poderá ter de dois a quatro itinerários, que vão nortear a escolha dos alunos que vão ingressar no ensino médio em 2022.

  3. 03

    Componentes integradores

    O primeiro componente é o Projeto de Vida, que se propõe a ajudar o aluno a refletir sobre suas perspectivas, pretensões sobre formação técnica e/ou superior, isto é, discute o futuro. O outro é o Estudo Dirigido, uma espécie de tutoria para as demandas que surgem na escola, sob a perspectiva do protagonismo do jovem e seu percurso estudantil. Por fim, as  Eletivas, atividades que reúnem conceitos interdisciplinares de temáticas bastante diversas, como música, moda, cultura, Enem. 

  4. 04

    Aprofundamento

    A Sedu relacionou nove opções, tanto de áreas específicas - Linguagens, Matemática,  Ciências Humanas e Ciências da Natureza - quanto entre áreas, ou seja, propostas interdisciplinares. No site do Novo Ensino Médio, a secretaria detalha cada uma, inclusive indicando os cursos superiores afins. 

  5. 05

    Formação técnica

    Na lista do aprofundamento ainda tem a opção de curso de formação técnica e profissional, tratado como o quinto itinerário (os outros quatro são as áreas específicas). A rede estadual pretende dar ênfase a essa modalidade de oferta. 

  6. 06

    Escolha

    Os alunos do 9º ano do ensino fundamental já podem analisar as ofertas apresentadas no site do novo ensino médio para escolher a área com as quais têm mais afinidade. Assim, quando as escolas apresentarem as suas opções, os estudantes saberão para quais se candidatar.

  7. 07

    Matrícula

    Vale lembrar que o processo de seleção para a rede pública é a Chamada Escolar, durante a qual o candidato a uma vaga precisa indicar três opções de escola onde gostaria de estudar. A Sedu, conforme prevê a legislação, adota como um dos critérios seletivos a proximidade da residência do aluno com a escola. 

  8. 08

    Troca de escola

    Caso a escola escolhida pelo aluno não tenha a vaga disponível, ele será matriculado em outra unidade de ensino, sempre seguindo a ordem de indicações da chamada escolar. Após o início do ano letivo, se houver disponibilidade, o estudante poderá pedir  transferência. Outra possibilidade para troca de escola é naquela situação em que o aluno se arrepende do itinerário escolhido na 1ª série e poderá solicitar a mudança para concluir o ensino médio em outra área. 

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