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Vendedora assassinada em Cachoeiro perdeu mãe e marido para a  Covid-19

Patroa de Roseli Roseli Valiati Farias contou que a vendedora estava tentando reconstruir a vida após grandes perdas na família durante a pandemia

Cachoeiro de Itapemirim
Publicado em 21/10/2021 às 13h14
Roseli Valiati Farias, de 47 anos, está desaparecida
Roseli Valiati Farias, de 47 anos, foi assassinada está desaparecida . Crédito: Reprodução/ Instagram

vendedora assassinada em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, estava tentando recomeçar a vida depois de sofrer grandes perdas na família durante a pandemia. A mãe e o marido de Roseli Valiati Farias foram vítimas da Covid-19 em agosto de 2020 e janeiro de 2021, respectivamente.  A Polícia não informou a identidade do suspeito do crime, mas a TV Gazeta apurou que ele é comerciante e se chama Alexandre Nunes. Ele foi preso depois de confessar ter matado a vítima.

Segundo a patroa e amiga de Roseli, Simone Zanon, depois de passar por essas difíceis perdas, a vendedora estava tentando recomeçar a vida. “A Roseli sempre foi uma pessoa alegre. Nesses últimos tempos ela sofreu duas perdas grandes, a mãe e o marido morreram de Covid. Ela ficou muito abatida, mas ela era de uma fé, energia, e ela acreditava que tudo na vida tinha um propósito. Ela usou isso como uma forma de ter força pra poder reconstruir a vida dela, e era isso que ela estava tentando fazer, mas, infelizmente, ela conheceu essa pessoa”, disse a proprietária da gráfica onde Roseli trabalhava há 18 anos.

Sobre o relacionamento com o suspeito do assassinato, Simone contou que ela havia descoberto algumas mentiras, que estava sendo enganada por ele. “Ele a enganou, a ludibriou, há cerca de três meses. Descobrimos que ele tinha um perfil falso na internet e a Roseli já tinha descoberto isso e que ele tinha outros relacionamentos além dela, mas ele continuava enganando ela. Ela conversou sobre isso com a gente, que estava conhecendo essa pessoa, e a gente sabia que ela ia encontrar ele no domingo.”

Para a amiga, o motivo citado pelo suspeito não faz sentido. “O que aconteceu é um mistério, porque ele alega que ela foi terminar o relacionamento, mas pra gente ela não demonstrava querer terminar, na verdade, ela estava aberta a começar um novo relacionamento. Então, essa história está muito confusa pra todos nós. Como pode, mesmo sabendo tudo que aconteceu com ela? Ela estava muito fragilizada, o filho tinha perdido o pai. Muita frieza dele e falta de humanidade. Todos somos unânimes em falar, Roseli era uma pessoa do bem. Nunca vi aquela mulher triste. Pelo contrário, mesmo com tudo que passou, estava sempre disposta. Está sendo muito difícil”, disse.

OUTRA MULHER SE ENCONTROU COM O MESMO HOMEM

Ainda segundo Simone, uma outra amiga dela também se encontrou com o suspeito dias antes do crime. “Uma outra amiga nossa entrou em contato ontem e contou que tinha encontrado com esse mesmo homem na sexta feira (15). Então, eu acredito que ele engana outras pessoas. Espero justiça, que ele pague. Roseli era uma irmã pra mim. Todos nossos clientes estão chocados. Não dá pra entender, não existe explicação”, finalizou.

O CRIME

vendedora estava desaparecida desde o último domingo (17), e foi encontrada morta nesta quarta-feira (20). Segundo informações da delegacia de Polícia Civil de Cachoeiro, uma possibilidade é que ela teria tentado terminar o relacionamento após descobrir as mentiras e feito algum tipo de ameaça ao suspeito que cometeu o crime. A família da vendedora disse que o relacionamento era recente e que ele teria omitido informações pessoais.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, que é comerciante, confessou o crime e disse que Roseli foi morta a tiros enquanto dormia. Ele mesmo contou aos policiais que após tirar a vida da vendedora, colocou o corpo no carro e levou até Presidente Kennedy, onde foi localizado. 

O corpo foi encontrado em uma cova rasa na localidade de Marobá, em Presidente Kennedy. Crédito: Polícia Civil
O corpo foi encontrado em uma cova rasa na localidade de Marobá, em Presidente Kennedy. Crédito: Polícia Civil

Com a colaboração de Thales Rodrigues/TV Gazeta Sul

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