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Sobe para 42 o número de cidades sem 2ª dose da Coronavac no ES

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, o Ministério da Saúde informou que a partir do início de maio, na semana que vem, essa situação se normaliza

Publicado em 29/04/2021 às 19h59
Quem tiver com o prazo da segunda dose vencendo, precisa aguardar até que uma nova remessa da vacina chegue ao município
Sobe para 42 o número de cidades sem 2ª dose da Coronavac. Crédito: Matheus Martins/TV Gazeta Sul

Sobe para 42 o número de cidades capixabas que estão sem a 2ª dose da Coronavac — vacina do Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac — o que representa cinco municípios a mais do que foi informado na quarta-feira (28). A previsão é que estas localidades recebam o imunizante a partir da semana que vem, segundo informou o subsecretário de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Luiz Carlos Reblin. 

O repasse de lotes do imunizante aos Estados, prometido pelo Ministério da Saúde, foi menor que o necessário para atender todo o público.

CIDADES QUE NÃO TÊM 2ª DOSE DA CORONAVAC

Em entrevista à rádio CBN Vitória (92,5 FM) nesta quarta-feira (28), Reblin explicou que o Estado atendeu a definição do Ministério da Saúde indicando que as remessas 8, 9 e 10 da Coronavac deveriam ser aplicadas na 1ª dose do público-alvo.

Luiz Carlos Reblin

Subsecretário de Saúde

"Era um objetivo nacional de ampliar a cobertura inicial da população e nós procedemos assim. O compromisso do Ministério da Saúde era que quando chegasse o momento dessas pessoas tomarem a segunda dose, nós estaríamos com a segunda dose e isso infelizmente não aconteceu"

A vacina Coronavac tem a previsão de intervalo de 28 dias entre a aplicação da primeira e da segunda doses, necessário para que se tenha a imunização completa. Esse foi o período pactuado entre a Sesa e os municípios capixabas desde o início da vacinação.

Luiz Carlos Reblin

Subsecretário de Saúde

"O Ministério da Saúde informou que a partir do início de maio, na semana que vem, essa situação se normaliza. Nessas cidades onde não há mais doses para fazer a utilização da vacina na segunda dose, temos de aguardar até a semana que vem"
Distribuição e vacinação na Grande Vitória
Luiz Carlos Reblin, subsecretário em Vigilância em Saúde. Crédito: Fernando Madeira

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Desde o fim de março, o governo federal passou a orientar que não era mais preciso reservar metade dos lotes da Coronavac para garantir a segunda aplicação do imunizante.

Porém, o Ministério da Saúde mudou o protocolo essa semana após perceber que não haverá imunizantes para todos nas datas previstas e divulgou uma nota técnica pedindo que as secretarias estaduais de saúde voltem a reservar a segunda aplicação de cada lote.

"A informação que temos é que houve um atraso na entrega dos insumos. O Butantan recebe os insumos de outro país e o material não chegou a tempo para produção[...]. Isso deve ser normalizado a partir da semana que vem", avalia Luiz Carlos Reblin.

Na noite de sábado (24), o secretário de Estado da Saúde (Sesa), Nésio Fernandes, usou as redes sociais para explicar o motivo do atraso e enfatizou que não é permitido tomar doses de laboratórios diferentes, apesar de no Espírito Santo isso ter acontecido, por engano, com pelo menos 500 pessoas.

"Não existem estudos de segurança e eficácia disponíveis para subsidiar o cruzamento de doses de fabricantes distintos. A vacina é um imunizante poderoso. Após aplicada não é um produto que se decompõe pela validade de dias. Até o presente momento, a ampla maioria dos estudos reforçou vantagens na ampliação do prazo de aplicação entre as doses. Na imensa maioria das vezes, não há prejuízo na produção de anticorpos com a ampliação breve do período entre as doses. Já há uma grande proteção contra a infecção, casos moderados, graves e óbitos", pontuou.

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