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Sesa volta a suspender procedimentos médicos que precisam de internação no ES

A medida vale para os hospitais próprios do Estado e para aqueles contratualizados da rede pública sob gestão da Secretaria de Estado da Saúde. O Espírito Santo vive uma segunda fase de expansão da Covid-19

Publicado em 13/01/2021 às 07h07
Atualizado em 13/01/2021 às 13h10
Governo libera 60 leitos de UTI para tratamento do novo coronavirus no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra
Leitos de UTI para tratamento do coronavirus no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra. Crédito: Divulgação / Governo do ES

O aumento de casos de Covid-19 e de mortes provocadas pela doença e a alta taxa de ocupação de UTIs levaram a secretaria de Estado da Saúde (Sesa) a voltar a suspender os procedimentos médicos eletivos, como cirurgias, que precisam de internação em hospitais públicos do Espírito Santo. A suspensão começa a valer a partir desta quarta-feira (13), segundo portaria assinada pelo titular da pasta, o secretário Nésio Fernandes.

A medida vale para os hospitais próprios do Estado e para aqueles contratualizados da rede pública sob gestão da Secretaria de Estado da Saúde. Os procedimentos eletivos, que são aqueles que não necessitam de urgência, também foram suspensos por mais de quatro meses na primeira fase de expansão da pandemia, mas foram retomados em agosto, quando o Estado vivia um período de queda na taxa de transmissão do coronavírus e no número de internações.

Atualmente, a ocupação de UTIs tem se mantido acima dos 75% há semanas, mesmo com a ampliação de leitos que foi executada pela Sesa. O Estado tem mais de 500 pacientes internados em estado grave por causa da doença. O Espírito Santo já soma 5.384 mortes por coronavírus e mais de 267 mil contaminados.

Para justificar a suspensão, a Sesa cita na portaria a segunda fase de expansão do coronavírus, com crescimento de casos, óbitos e internações no Estado, e a "obrigação da garantia do acesso do paciente de urgência e emergência, seja atingido pela Covid-19 ou por outras condições coexistentes". A suspensão se aplica a procedimentos eletivos resultantes de demanda ambulatorial.

O Governo vem alertando desde dezembro que o Espírito Santo vai enfrentar fases bem complicadas no enfrentamento à pandemia. No final de 2020, o governador Renato Casagrande afirmou que os três primeiros meses de 2021 seriam perigosos se a população não mudar o comportamento e reduzir as aglomerações.

"Não tenham o mesmo comportamento, estamos crescendo o número de casos e óbitos. Se não tivermos cuidado, janeiro, fevereiro e março serão meses perigosos", afirmou o governador durante pronunciamento no dia 30 de dezembro

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