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Mortalidade

Coronavírus matou mais do que câncer e infarto no Espírito Santo

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicam as doenças mais letais para os capixabas em 2020. A Covid-19 lidera o triste ranking com mais de 5 mil óbitos

Publicado em 13 de Janeiro de 2021 às 02:00

Isaac Ribeiro

Publicado em 

13 jan 2021 às 02:00
Ato homenageia capixabas mortos pelo novo coronavírus na praia de Camburi, em Vitória
Ato homenageia capixabas mortos pelo novo coronavírus na praia de Camburi, em Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
Coronavírus matou mais do que câncer e infarto no Espírito Santo
coronavírus foi a doença que mais matou capixabas no ano passado. Dados preliminares do Sistema de Mortalidade Estadual indicam que as cinco principais causas de óbitos em 2020 foram a Covid-19, infarto agudo miocárdio, diabetes, doença cardíaca hipertensiva e pneumonia por microorganismo.
Em um ano marcado pela pandemia, o Espírito Santo bateu o recorde de óbitos registrados nos últimos seis anos. A marca, que representa o luto de milhares de famílias, consta no Portal da Transparência do Registro Civil. De acordo com o site, de janeiro a dezembro de 2020, o Estado contabilizou 29.006 mortes.
Segundo o Painel Covid-19, ferramenta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o primeiro óbito provocado por Covid-19 no Estado foi registrado no dia 16 de março do ano passado. Até o dia 31 de dezembro, foram computadas 5.234 mortes. No entanto, o Sistema de Mortalidade apontava 5.112 até o dia 6 de janeiro. O sistema é atualizado à medida que a causa das mortes são confirmadas.
Quando são analisados conjuntos de doenças, a neoplasia (câncer) causou 3.859 mortes. O infarto foi responsável por 1.593 óbitos. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) matou 1.296 pessoas. Já os acidentes de trânsito provocaram 523 mortes, enquanto a Aids matou 188 pessoas e a tuberculose 71. Em 2019, câncer foi a doença que mais tirou a vida da população do ES: 4.759 pessoas.
O coordenador de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário Cassiano Antônio Morais (Hucam), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), José Geraldo Mill, disse que a Covid-19 alterou completamente o quadro epidemiológico de mortalidade no Brasil.
"O infarto era a principal causa individual de morte. Até meados dos anos 90, era derrame (AVC) e depois o infarto assumiu essa primazia. Em 2020, foi a Covid. Essa doença antecipou a morte de muitas pessoas que se não tivessem Covid,  viveriam mais. Algumas morreriam de infarto, AVC ou outras doenças"
José Geraldo Mill - Coordenador de Ensino e Pesquisa do Hucam
O médico e professor da Ufes ressalta que durante o enfrentamento à doença, os profissionais de saúde aprenderam a manejar o tratamento dos pacientes diagnosticados com coronavírus. Isso teria reduzido o número de mortes. Mesmo assim, ele afirma que o quadro somente será revertido com a aplicação da vacina.
“Precisamos agilizar essa vacinação porque a doença está crescendo. A mortalidade ou letalidade da Covid no Brasil em geral tem sido menor do que em outros países. No Estado, situa-se em torno de 2%, ou seja, de cada 100 pessoas que adoecem, em média 2 vão a óbito”, explica.
Pós-doutora em epidemiologia e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel explicou que no início do século XXI as doenças infecciosas não eram a primeira causa de morte no mundo. No fenômeno chamado de transição epidemiológica, as doenças crônicas ocuparam o lugar.
"As pessoas passaram a viver mais e daí as doenças crônicas passam as doenças infecciosas no coeficiente de mortalidade. A pandemia do coronavírus mudou todas as nossas estatísticas até o momento, reposicionando as doenças infecciosas, no caso a Covid-19, como a morte mais importante no mundo em 2020"
Ethel Maciel - Epidemiologista

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