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Sem isolamento social, ES poderia ter o dobro de casos de Coronavírus

O subsecretário de Vigilância em Saúde da Sesa, Luiz Carlos Reblin, disse que se não fossem adotadas medidas de isolamento, o Espírito Santo poderia estar em um cenário ainda pior de casos de Covid-19 e ocupação de leitos de UTI

Publicado em 06/05/2020 às 10h52
Atualizado em 06/05/2020 às 10h54
Pessoa em isolamento por conta do coronavírus: a melhor solução para prevenir o avanço da doença
O isolamento social é a medida mais recomendada para evitar a propagação. Crédito: Divulgação

Pouco mais de dois meses depois do primeiro caso de coronavírus ser registrado no Estado, o Espírito Santo já acumula mais de 3,5 mil confirmações de pessoas com a doença e um total de 133 mortes, de acordo com a última atualização do Painel Covid-19 da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)

Os números dão uma dimensão do panorama da doença no Estado, mas poderiam ser bem piores caso não ocorresse o isolamento social. Esta é a visão da Sesa, explicitada pelo subsecretário estadual em Vigilância da Saúde, Luiz Carlos Reblin, em entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, na manhã desta quarta-feira (6).

Coordenador do Centro de Operações Estratégicas (COE) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Luiz Carlos Reblin
Luiz Carlos Reblin, da Secretaria de Estado da Saúde, pede que as pessoas mantenham o isolamento social. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

"Tínhamos uma condição de isolamento que nos permitiu chegar na condição atual e ter 3.500 casos. Se não tivéssemos feito o isolamento social, teríamos o dobro de casos no Espírito Santo e o dobro de internações. Nas UTI's, chegamos ontem (terça-feira) a 60% de ocupação. Em um eventual panorama do dobro disso, não teríamos condições de atender a população, portanto o isolamento social é a única ferramenta possível do sistema continuar atendendo a quem precisa ser internado", salientou Reblin.

QUEDA NO ISOLAMENTO

O representante da Sesa demonstra preocupação com a queda no cumprimento do isolamento por parte dos capixabas. No início da pandemia, a Grande Vitória se aproximou dos 70% de isolamento, mas os números caíram significativamente. Mais pessoas nas ruas pode significar novos casos em uma escala ainda maior, o que demandaria ainda mais ação por parte dos agentes da saúde no combate ao coronavírus.

"Compreendemos a necessidade que temos de trabalhar, consumir, ter nossos bens, porém há um sinal fundamental que é está sendo trocado do governo federal. Enquanto os estados todos atuam na linha do isolamento, no cenário federal há uma mensagem nacional de que não há necessidade de se isolar, e isso confunde as pessoas. A única saída é mantê-lo para evitar que mais pessoas adoeçam", complementou subsecretário.

Reblin explicou ainda a importância do isolamento social para achatar e atenuar a curva dos casos da Covid-19. Quanto maior o percentual de pessoas seguindo as recomendações, mais fôlego o sistema de saúde ganha.

"Monitoramos as curvas aqui no Estado e também no país. As análises das tendências são nítidas. Quando o isolamento social é aplicado, essa curva diminuiu e, consequentemente, os adoecimentos de pessoas que vão parar nos hospitais também cai", destaca.

Por fim, o secretário de Estado de Vigilância em Saúde lembrou que caso o percentual de isolamento caia ainda mais, pode ocorrer uma explosão de novos casos, o que colocaria a capacidade de internações em cheque.

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"Uma eventual explosão de novos casos pode significar uma ocupação total de leitos de UTI's. Não quer dizer que não teríamos capacidade para atendermos, mas tornaria a situação muito mais grave. Nesse sentido, seria necessário caminhar para um fechamento total não só do comércio, pois as pessoas precisariam ficar em casa. Por isso que é fundamental cumprir com o isolamento", finalizou Reblin.

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