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Coronavírus: Sedu considera juntar anos letivos de 2020 e 2021 no ES

As previsões mais pessimistas apontam que as escolas podem ficar fechadas por até seis meses por causa do avanço do coronavírus, segundo o secretário de Estado da Educação

Publicado em 06/05/2020 às 08h44
Atualizado em 06/05/2020 às 12h14
sedu
Sedu. Crédito: Arquivo A Gazeta

Um dos grandes desafios da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) quando as aulas presenciais retornarem no Espírito Santo, será reorganizar o calendário letivo, já que as previsões mais pessimistas apontam que as escolas podem ficar fechadas por até seis meses por causa do avanço do coronavírus.

Uma opção que pode ser analisada pela pasta, de acordo com o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, é a junção dos anos letivos de 2020 e 2021 em um só. Dessa forma, os professores precisariam ministrar o conteúdo de quatro semestres em três e não dois semestres em apenas um caso haja necessidade de concluir o ano letivo de 2020 até dezembro.

"Tem várias alternativas. Vou citar uma: ao invés de se pensar em só em 2020, pensar no ano de 2020 conectado com o ano de 2021. Ou seja, ao invés de corrermos atrás em poucos meses de dar conta de todo o conteúdo de 2020, a gente poderia juntar o ano de 2020 com 2021, e trabalhar esses dois conteúdos juntos", analisou o secretário em uma transmissão no Instagram, reforçando que nenhuma decisão em definitivo foi tomada sobre o assunto.

Apesar de demonstrar entusiamos com a alternativa, Vitor de Angelo pontuou que ela não valeria para alunos que estão no 3º ano do Ensino Médio, já que esses estudantes podem participar de processos seletivos em universidades.

RETORNO ÀS AULAS

No Espírito Santo, ainda não há uma definição de quando os alunos retornarão para as salas de aulas. Na transmissão, o secretário citou que as previsões mais otimistas falam em retorno já em junho; as mais pessimistas, em setembro.

"É muito difícil dizer quando a gente vai voltar. Já vi gente falando em início de junho. Uma data um pouco mais provável, que vi mais gente falando, seria início de julho. Mas também já vi gente falando em agosto, setembro", afirmou.

DATA DO ENEM

O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, contou, em uma transmissão on-line na noite desta terça-feira (5), que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), admite a possibilidade de adiar a prova, que é porta de entrada das universidades no Brasil.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, tem afirmado com frequência que o exame não será adiado, mesmo com as escolas fechadas em todo o país por causa do novo coronavírus. No entanto, o secretário do Espírito Santo relatou que o Inep reconhece que pode ter que mudar a data.

"O que posso dizer é que nas reuniões em que participo com outros secretários e o presidente do Inep, ele, com mais clareza, coloca essa possibilidade de flexibilizar o Enem. Então, fiquem tranquilos no sentido de que existe uma possibilidade de a prova ser modificada em sua data de realização", respondeu Vitor de Angelo, ao ser questionado por uma estudante da rede pública capixaba.

RODÍZIO NA VOLTA ÀS AULAS

A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) avalia um esquema de rodízio entre grupos de alunos no retorno às aulas presenciais, que ainda não tem data prevista para acontecer. A informação foi dada na mesma transmissão ao vivo feita pelo secretário de Educação do Estado na terça-feira. 

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