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Publicado em 6 de março de 2026 às 09:01
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) demitiu dois servidores acusados de negligência funcional que resultou na fuga de um interno da Penitenciária de Cachoeiro de Itapemirim (PRCI), na tarde de 31 de dezembro de 2024. As demissões foram publicadas no Diário Oficial do Estado, na quarta-feira (4).>
Na ocasião da fuga, o detento utilizou um utensílio de cozinha para serrar a grade e fugir da unidade prisional localizada na Fazenda Monte Líbano, na zona rural do município, no Sul do Espírito Santo. Policiais penais chegaram a flagrar a situação e tentaram impedir a evasão, mas não conseguiram. O interno só foi recapturado em 17 de julho de 2025.>
Após a fuga, dois monitores de ressocialização contratados em regime de designação temporária que atuavam na unidade começaram a ser investigados e foram alvo de um processo administrativo iniciado em 2 de janeiro de 2025. São eles:>
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A Sejus informou que a investigação conduzida pela Corregedoria buscou apurar responsabilidades pela fuga do detento e constatou que a conduta deles foi negligente, por ausência de vigilância direta dos presos na cozinha, o que contribuiu para o interno conseguir fugir.>
Também foi verificada falha na vigilância do sistema de videomonitoramento da unidade. De acordo com as apurações, não foi comprovado dolo (intenção) de facilitar a fuga, mas sim negligência funcional.>
“A Secretaria da Justiça ressalta que atua de forma transparente e com total rigor na fiscalização das unidades prisionais do Estado, garantindo que qualquer falha funcional ou desvio de conduta seja devidamente apurado e corrigido de acordo com a lei”, informou em nota.>
A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa dos monitores demitidos. O espaço está aberto caso os investigados queiram se manifestar.>
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