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Publicado em 11 de março de 2026 às 12:58
O Espírito Santo registrou o segundo caso de Mpox em 2026 no município da Serra, na Região Metropolitana de Vitória. O paciente é um homem com idade entre 40 e 49 anos.. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), outras 44 notificações foram registradas neste ano: seis permanecem sob investigação e 30 foram descartadas. A primeira confirmação ocorreu em fevereiro, em um morador de Colatina, no Noroeste capixaba, na faixa etária de 20 a 29 anos. >
O Brasil já contabiliza 140 casos confirmados da doença em 2026, segundo o Ministério da Saúde. A maior concentração está em São Paulo, com 93 registros desde janeiro. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11), Roraima (11), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3), Santa Catarina (3), Paraná (2), Pará (1), Amapá (1), Ceará (1), Distrito Federal (1) e Sergipe (1).>
Em 2025, o país registrou 1.079 casos e duas mortes. No Espírito Santo, 39 pessoas foram diagnosticadas com a Mpox.>
Tira-dúvidas
■ O que é Mpox?
A Mpox é uma doença causada pelo vírus Monkeypox. A transmissão ocorre, principalmente, por meio de contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas.
■ Como a doença é transmitida?
O vírus pode se espalhar pelo contato direto entre pessoas, inclusive ao falar ou respirar muito próximo de alguém infectado, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance. Também ocorre por contato pele a pele — como toque, beijo e relações sexuais — e pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
■ Quais são os sintomas?
O sintoma mais comum é a erupção cutânea, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir ainda febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, cansaço e inchaço dos gânglios linfáticos. As lesões podem atingir o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha e as regiões genitais ou anais.
O período de incubação varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
■ Qual é o tratamento e quando há risco de gravidade?
O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, à prevenção de complicações e ao manejo clínico do paciente, já que não há medicamento específico aprovado para a doença.
A maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada. No entanto, recém-nascidos, crianças e pessoas com imunidade comprometida têm maior risco de desenvolver quadros graves, que podem incluir lesões extensas, infecções secundárias, encefalite, miocardite, pneumonia e complicações oculares. Em situações mais severas, pode ser necessária internação e cuidados intensivos.
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