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Espírito Santo confirma 1° caso de Mpox em 2026; doença dispara no Brasil

Espírito Santo confirma 1º caso de Mpox em 2026; doença dispara no Brasil

Caso foi registrado em Colatina, município da Região Noroeste; Brasil soma 88 confirmações neste ano, segundo o Ministério da Saúde

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 13:15

Veja os sintomas e as formas de prevenção contra a mpox
A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e o sintoma mais comum é a erupção na pele Crédito: Reprodução

O primeiro caso de Mpox em 2026 no Espírito Santo foi confirmado nesta semana em Colatina, no Noroeste do Estado. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), outras 14 notificações foram registradas neste ano: uma permanece sob investigação e 13 foram descartadas. A doença volta ao debate em meio ao aumento de registros no país.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já contabiliza 88 casos confirmados de Mpox em 2026. A maioria está concentrada em São Paulo, com 62 ocorrências desde janeiro. Também há registros no Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). Não há óbitos neste ano.

Em 2025, o país registrou 1.079 casos e duas mortes. No Espírito Santo, no ano passado, foram 229 notificações, com 39 confirmações, três casos suspeitos e 170 descartados.

Tira-dúvidas sobre a doença

O que é Mpox? 

  • A Mpox é uma doença causada pelo vírus Monkeypox. A transmissão ocorre, principalmente, por meio de contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas.

Como a doença é transmitida? 

  • O vírus pode se espalhar pelo contato direto entre pessoas, inclusive ao falar ou respirar muito próximo de alguém infectado, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance. Também ocorre por contato pele a pele — como toque, beijo e relações sexuais — e pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.

Quais são os sintomas?

  • O sintoma mais comum é a erupção cutânea, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir ainda febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, cansaço e inchaço dos gânglios linfáticos. As lesões podem atingir o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha e as regiões genitais ou anais. 
  • O período de incubação varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Qual é o tratamento e quando há risco de gravidade?

  • O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, à prevenção de complicações e ao manejo clínico do paciente, já que não há medicamento específico aprovado para a doença.
  • A maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada. No entanto, recém-nascidos, crianças e pessoas com imunidade comprometida têm maior risco de desenvolver quadros graves, que podem incluir lesões extensas, infecções secundárias, encefalite, miocardite, pneumonia e complicações oculares. Em situações mais severas, pode ser necessária internação e cuidados intensivos.

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