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"Se houver segunda onda da Covid, o ES está preparado", diz secretário

Embora considere que as chances de uma segunda onda da doença no país são poucas, secretário de Saúde não descarta a possibilidade e diz que Estado se planeja para enfrentar o pior

Publicado em 20/10/2020 às 20h47
Atualizado em 20/10/2020 às 22h43
Máscara e mapa do ES
Crédito: Teddy Rawpixel/Rawpixel/Montagem Editoria visual

Aumento rápido do número de mortes e pessoas infectadas pelo novo coronavírus, após período de relativa estabilidade: a segunda onda de contaminação, que já se alastra por diversos países da Europa, ainda não chegou ao Brasil, entretanto, o governo do Espírito Santo afirma que estará preparado para lidar com a situação caso ocorra.

A informação foi dada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em entrevista à CBN Vitória, na manhã desta terça-feira (20).  Embora considere que as chances de uma segunda onda da doença no país são poucas, uma vez que a primeira onda teve alguns meses de atraso em relação aos demais países, Nésio não descarta a possibilidade.

A escalada rápida do número de casos diários levou países europeus a adotarem uma série de restrições para tentar conter a situação. A intensidade das medidas varia conforme a gravidade do cenário. A França, por exemplo, adotou toque de recolher noturno, a Bélgica decidiu fechar por quatro semanas todos os restaurantes e bares, a Suíça tornou obrigatório o uso de máscaras em lugares fechados e a Alemanha instou os cidadãos a só saírem de casa em caso de urgência. 

"Não vivemos hoje uma pressão tão grande. Até agora, o aumento das interações não elevou o número de mortes. Mas, estamos preparados para os piores cenários. Não deixaremos de ter planos estratégicos. Ocorrendo uma segunda onda, tanto com número de casos ou número de óbitos, estaremos preparados", frisou Nésio.

Ele reforça, entretanto, que, para evitar uma progressão perigosa da contaminação, não se deve abrir mão dos protocolos de segurança. Distanciamento, higiene e uso de máscaras, portanto, ainda são cuidados essenciais.

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