A infecção que
começou no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, chegou a 164 casos em investigação. Entre eles estão: 123 são colaboradores, 19 acompanhantes e 22 pacientes. De quarta-feira (11) para quinta-feira (12) aumento em 9 a quantidade de pessoas em acompanhamento. Também cresceu o número de casos confirmados como infecção por
fungo histoplasma – passando para 41. Até o momento, 139 casos notificados foram descartados.
A pasta estadual afirmou em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, que o surto registrado no centro médico foi causado pela contaminação fúngica. No município da Serra e Vitória ainda há pessoas internadas, sendo dois casos em UTI na cidade serrana e um na enfermaria na Capital. Todos são pacientes. As informações foram divulgadas nesta terça-feira em boletim da Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa-ES).
A Sesa informou durante a coletiva que foi constatado que os casos mais graves, envolvendo duas técnicas de enfermagem, foram provocados pela bactéria Burkholderia cepacia – também encontrada em uma amostra de água da unidade hospitalar. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, o fungo histoplasma foi responsável pela maior parte das contaminações, enquanto a bactéria apareceu de forma “paralela”, atingindo duas profissionais que tiveram o quadro clínico mais severo.
Apesar do número maior de investigações, os dados não estão relacionados a novas infecções, mas levam em consideração se as pessoas apresentam sintomas específicos do quadro avaliado e se elas estiveram na ala oncológica, setor onde a infecção pode ter começado, no período entre 20 de setembro e 22 de outubro.