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Rodoviários iniciam paralisação total nos ônibus municipais de Vitória

Desde quinta-feira (23), motoristas e cobradores da Tabuazeiro decidiram cruzar os braços, mas, nesta segunda (27), a paralisação se estendeu às outras duas empresas que prestam o serviço municipal em Vitória

Publicado em 27/04/2020 às 06h23
Atualizado em 27/04/2020 às 12h04
Rodoviários da Viação Tabuazeiro protestam por falta de pagamento
Rodoviários da Viação Tabuazeiro protestam por falta de pagamento. Crédito: Sindirodoviários

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários) iniciou, na madrugada desta segunda-feira (27), uma paralisação total nos coletivos do Sistema Municipal de Vitória, os chamados ônibus verdinhos. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindirodoviários, José Carlos Sales.

O movimento ocorre em protesto ao atraso de pagamento no salário de rodoviários da Tabuazeiro, uma das três empresas que operam os ônibus municipais da Capital. Desde a última quinta-feira (23), motoristas e cobradores da Tabuazeiro decidiram cruzar os braços, mas, nesta segunda-feira (27), a paralisação se estendeu às outras duas empresas que prestam o serviço em Vitória: Unimar e Grande Vitória.

Com decisão, não há ônibus verdinho circulando em Vitória, segundo o Sindirodoviários. A paralisação total não tem previsão para acabar, de acordo com o sindicato dos trabalhadores.

OUTRO LADO

A reportagem tenta contato com Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Setpes), que representa as viações que operam na Capital.

Na quinta-feira (23), em resposta à paralisação na Tabuazeiro, o Setpes informou que os ônibus do Sistema Municipal de Vitória perderam mais de 80% dos passageiros desde que o novo coronavírus chegou ao Estado e teve início o isolamento social. "Além disso, as empresas não recebem subsídio do governo, ou seja, a arrecadação é diretamente das passagens de ônibus", detalhou.

O sindicato patronal disse ainda que as empresas estão com arrecadação de apenas 20% do faturamento, o que inviabiliza o pagamento de todas as despesas para operação da frota. "O Setpes informa ainda que, junto à empresa Tabuazeiro, está buscando o melhor caminho para que as atividades sejam retomadas" , afirmou.

A Prefeitura de Vitória também foi procurada pela reportagem no início da manhã. A Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória (Setran) informou que está acompanhando a situação, que as empresas serão notificadas e que  buscará uma solução ao longo do dia.

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