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Reinfecções pelo novo coronavírus estão mais frequentes que em 2020

No entendimento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a vacinação contra a Covid-19 é uma das principais estratégias de enfrentamento ao vírus

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 16/04/2021 às 19h27
Dos 365.855 habitantes de Vitória, 44.898 foram contaminados pela Covid
Infecções por Covid-19 estão mais frequentes, segundo Nésio Fernandes. Crédito: Divulgação

Estudos apontam que os casos de reinfecções pelo novo coronavírus estão mais frequentes neste ano do que em 2020. A afirmação foi dita pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, durante coletiva on-line nesta sexta-feira (16).

Na avaliação dele, a aplicação das vacinas é a principal medida de prevenção primária. Sem os imunizantes, os capixabas teriam de conviver com um novo estilo de vida, com medidas e possibilidades de períodos de restrição a atividades sociais e econômicas.

Nésio Fernandes

Secretário de Estado de Saúde

" As reinfecções vem apresentando um comportamento mais frequente do que aquele espectado ao longo dos estudos que foram desenvolvidos no ano de 2020"

No entendimento da Sesa, a imunidade de rebanho, que ocorre quando o número de pessoas imunes ao vírus atinge uma taxa alta e faz com que ele não encontre pessoas suscetíveis à infecção, não é uma estratégia adequada. Segundo Nésio, não existe uma imunidade pela exposição à doença com uma temporalidade suficiente para preservar a maioria da população.

"Em pacientes que foram infectados pela Covid-19 ao longo do ano passado, estudos apontam que a infecção de leve a moderada pode favorecer algum tipo de proteção à nova infecção por um período de 5 a 6 meses", enfatiza o secretário.

A dois dias de completar um mês de determinação da quarentena preventiva no Estado, Nésio ressaltou o comportamento da pandemia em relação à curva de casos. Agora, serão observadas a redução por novos leitos e a taxa de ocupação. A expectativa é de que a Sesa registre uma queda na curva de casos confirmadas em uma velocidade superior às outras curvas.

"Ainda vivemos um período muito crítico, com muitos pacientes internados, com dificuldades sobrepostas com a oferta de medicamentos. No entanto, não podemos deixar de celebrar esses momentos em que resultados começaram a aparecer devido ao pacto pela vida estabelecido no Espírito Santo", comemora, Nésio.

 GERAL - BRASILIA, COVID-19, VACINAÇÃO DRIVE-THRU CORONAVAC -Profissional de saúde nesta quinta-feira, 18 de março, prepara uma dose da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, antes de aplicar em idoso em um drive-thru. 18/03/2021
Até esta sexta (16), mais de 562 mil capixabas já tinham recebido a primeira dose de vacina contra a Covid-19. Crédito: Mateus Bonomi/AGIF - Agência de Fotografia/ Estadão Conteúdo

O QUE SE SABE DE REINFECÇÃO?

Estudos coordenados por pesquisadores brasileiros mostram que a reinfecção pelo novo coronavírus é possível. Embora as circunstâncias não estejam totalmente esclarecidas, os resultados apontam uma primeira exposição à Covid-19, em casos brandos ou assintomáticos, pode não produzir resposta imunológica e que a pessoa pode se reinfectar, inclusive, com a mesma variante.

O projeto coordenado pelo pesquisador Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), mostrou que a segunda infecção pode provocar sintomas mais fortes do que a primeira. Os dados mostram que para a parcela da população que tem a doença na forma branda, isso não significa que fique imune ou que uma reinfecção evolua de forma benigna.

O material indica que o caso de ser infectado pela mesma variante acontece porque o paciente não teria criado uma memória imunológica. Em relação à outra cepa, ela “escaparia” da vigilância do organismo, pois não seria reconhecida pela memória gerada anteriormente por ser um pouco diferente.

“Essas pessoas só tiveram de fato a imunidade detectável depois da segunda infecção. Isso leva a crer que para uma parte da população que teve a doença de forma branda não basta uma exposição ao vírus, e sim mais de uma, para ter um grau de imunidade”, conta Moreno. “Isso permite que uma parcela da população que já foi exposta sustente uma nova epidemia”.

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