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Pressão por leitos não vai ficar abaixo de 80% nas próximas quatro semanas

Tanto a rede privada quanto a pública de saúde já chegaram no limite de atendimento a pacientes com Covid-19

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 23/03/2021 às 19h53
Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, recebe trinta e seis pacientes com Covid-19 vindos de Manaus
Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, recebe  pacientes com Covid-19 . Crédito: Fernando Madeira

Com 91,32% do total de leitos de UTI ocupados nesta terça-feira (23), a rede de atendimento hospitalar no Espírito Santo não deve ter melhoras significativas nas próximas quatro semanas. Segundo o secretário Estadual de Saúde, Nésio Fernandes, a ocupação hospitalar está longe de chegar aos 80% considerados suportáveis. 

"Teremos ainda quatro semanas muito intensas no que se refere a pessoas doentes de Covid-19 no Espírito Santo. Medidas para evitar a replicação dos casos devem ser executadas e tomadas, em especial porque ainda é cedo para a quarentena surtir efeito", descreveu. 

A pressão sobre o sistema de saúde não está restrita apenas à rede pública. "Nós temos uma frequência cada vez maior de pedidos de pacientes da rede privada prospectando leitos no SUS pois estão aguardando há muito tempo. A crise é de todos, não escolhe classe social e a pressão é simultânea sobre a rede privada, filantrópica e pública", enfatizou Fernandes.

O secretário fez um apelo à população para que faça o uso adequado das máscaras e não faça festas e reuniões de amigos, pois a situação é complexa. Por enquanto, ainda é possível encontrar vagas disponíveis em hospitais em até 24 horas. 

"Ainda não colapsamos a capacidade plena de acesso ao atendimento de saúde, mas chegamos numa situação crítica. Já trabalhamos com perspectivas de que Pronto Atendimentos e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) fiquem com pacientes graves se chegar ao colapso", descreveu Nésio Fernandes. 

FALTAM PROFISSIONAIS

O  Estado também já lida com a falta de profissionais de saúde para operar nessas unidades. "Os hospitais são resistências, é a forma de acolher os últimos suspiros de doentes, por isso não se exponha ao risco. Já o risco de faltarem profissionais é real e concreto, já está faltando tanto para abrir os leitos na rede privada quanto na rede pública. Existe uma dificuldade que se incrementa a cada semana, pois os trabalhadores estão esgotados e adoecendo", pontuou.

Vale lembrar que os casos de traumas e demais doenças que também demandam atendimento médico e leitos para tratamento intensivo mantém-se os mesmos. Assim, os pacientes com Covid-19 registram mais uma patologia que exige tratamento longo e isolamento, causando sobrecarga ainda maior nos hospitais.   

Outro fator preocupante é que o caso de pessoas infectadas pelo coronavírus  dobrou nas últimas duas semanas em relação  ao início do mês. De acordo com um estudo do Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) trata-se da presença da variante do coronavírus de origem no Reino Unido, a qual possui maior transmissibilidade e atinge mais o público com idade entre 0 e 30 anos. 

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