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População do ES terá acesso a números de crimes patrimoniais

A Secretária de Segurança Pública anunciou uma ampliação no registro de dados que deve ser mais próxima da realidade

Publicado em 10/07/2020 às 16h20
Atualizado em 10/07/2020 às 18h42
A PM diz que, em 2019, os assaltos tiveram uma redução de 10% em relação a 2018
A PM diz que, em 2019, os assaltos tiveram uma redução de 10% em relação a 2018. Crédito: Arquivo

Na busca de transparência de dados aos capixabas e maior precisão para a atuação das forças de segurança, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) anunciou nesta sexta-feira (10) que realizou um  aprimoramento  do banco de dados dos crimes contra o patrimônio registrados no Espírito Santo. São considerados crimes contra o patrimônio roubo, furtos, danos e até extorsão e sequestro. 

De acordo com a secretaria, a partir do segundo semestre deste ano passou a ser utilizada uma nova metodologia de coleta das estatísticas dos boletins de ocorrência. Até agora,  os dados eram coletados pelo Centro Integrado Operacional  de Defesa Social (Ciodes) provenientes dos acionamentos de vítimas e policiais ao número 190. No entanto, outras ocorrências eram apenas registradas na delegacia, quando a vítima se dirigia até ela. Essas duas bases não se comunicavam, formando dados isolados.  

Com o uso da tecnologia, esses dados passam a pertencer a uma única plataforma virtual, sendo organizados e disponibilizados para a população em geral nos sites da Sesp e do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).  

“Agora teremos as estatísticas de todas as agências que atuam em solo capixaba e são conveniadas à Sesp.  Com toda a transparência e honestidade, estamos tornando públicos os dados consolidados. Nossa preocupação não é apenas se aumenta ou diminui, mas também com a transparência dentro dessa nova metodologia. Dentro disso, vamos trabalhar com as políticas que possam minimizar os problemas trazidos pela criminalidade”, afirmou o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho.

A compilação dos dados foi possível a partir do desenvolvimento do Sistema DEON, uma plataforma digital para registros de procedimentos da Polícia Civil, em 2016. Ao final de 2019, o sistema chegou a quase 100% de cobertura no Estado, o que permitiu após adequações e treinamento de todos os policiais, a extração de dados consistentes. 

O uso do DEON foi ampliado para a Polícia Militar (PMES) e para o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo (CBMES). A incorporação das ocorrências atendidas pela PMES e pelo CBMES, que estavam no Batalhão Online (BAON), criando o novo sistema DEON/BAON. Desse modo, possibilitou que fossem computadas todas as informações em um banco de dados de ocorrências. A nova metodologia também vai contabilizar os registros realizados pelo cidadão na internet e pelas agências da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Guardas Municipais.

“A avaliação e a classificação de dados e informações criminais são fundamentais para que possamos empregar um policiamento baseado em evidência e uma análise permanente da mancha da criminalidade em todo o território capixaba. Assim, podemos ter mais efetividade nos resultados”, disse o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc.

A solução passou por um Sistema de Business Intelligence (BI), desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espirito Santo (Prodest), que permitiu mais tabularidade e consistência na extração dos dados registrados no sistema da Delegacia Online (DEON) e Batalhão Online (BAON).

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