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Covid-19

'Politização do uso da cloroquina beira o ridículo', diz governador

Casagrande afirmou que não vê problemas na adoção de protocolos com cloroquina e ivermectina, desde que sejam feitos por especialistas com base em evidências científicas

Publicado em 10 de Julho de 2020 às 20:49

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 jul 2020 às 20:49
Hidroxicloroquina, um dos remédios utilizados no combate à Covid-19 sem evidência científica da sua eficácia
Hidroxicloroquina, um dos remédios utilizados no combate à Covid-19 sem evidência científica da sua eficácia Crédito: Divulgação
O governador Renato Casagrande afirmou que "beira o ridículo" o uso político que está sendo feito de alguns medicamentos durante a pandemia de coronavírus, como a cloroquina e a ivermectina.  O chefe do Executivo estadual disse que confia no julgamento dos profissionais de saúde a esse respeito e que não vê problema na utilização desses remédios em protocolos de tratamento da Covid-19, contanto que a decisão tenha sido tomada por especialistas com base em evidências científicas.
"Tudo que foge das evidências científicas beira o ridículo. Se o médico receitar um medicamento, tome. Se não receitar, não tome. Se eu receitar, não tome. Eu não sou médico. Você confia no profissional de saúde e ele receitou? Tome o medicamento", disse em entrevista coletiva por videoconferência, nesta sexta-feira (10).
Em 29 de maio, a Secretaria de Estado da Saúde atualizou o protocolo de utilização da cloroquina na rede pública estadual de saúde, estabelecendo o uso do medicamento somente mediante avaliação médica e em pacientes hospitalizados, ou seja, em estado grave da doença. Antes, a norma era o uso universal para pacientes em tratamento intensivo.
A decisão de alteração foi feita devido à falta de comprovação científica de que o medicamento tenha real efeito em pacientes infectados pelo novo coronavírus.
Contudo, algumas prefeituras, como de Aracruz, Mimoso do Sul, Cachoeiro de Itapemirim, Montanha e Vargem Alta, decidiram usar o medicamento em pacientes nos Pronto Atendimentos e ambulatórios de assistência inicial de saúde.
Para o governador, as decisões dos prefeitos são legítimas, desde que tenham sido embasadas em evidências e na análise de especialistas da área da saúde.
"Eu sou engenheiro florestal e bacharel em Direito. Nunca sentei em uma sala de aula para estudar Medicina. É preciso que as pessoas compreendam seu lugar. Seguirei aquilo que os profissionais de saúde indicarem. Preciso ancorar minhas decisões em evidências científicas. É isso que peço às lideranças políticas que não são profissionais de saúde", afirmou.
Para Casagrande, a politização do uso de medicamentos contra a Covid-19 e até de algumas medidas de segurança, como o uso de máscaras, representa uma "política de baixo nível".
"É muito ruim, e de fato beira o ridículo esse nível de politização — seja do medicamento, do uso de máscara, de que o vírus foi uma invenção do povo chinês para prejudicar o mundo... Vamos sair dessa política de baixo nível e vamos tratar de salvar pessoas. Precisamos disso no país todo e, naturalmente, aqui. Seguirei, como governador, o que os profissionais de saúde orientarem", ressaltou.
Essa também é a posição do governador a respeito do protocolo apresentado pelo Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) apresentado nesta sexta-feira (10).  O estudo preliminar feito pela entidade aponta que o uso de medicamentos antivirais no início dos sintomas tem ação na redução do número de óbitos
"Se indicarem que tem um protocolo que melhore o atendimento com esses remédios, o Estado adotará. O CRM é um órgão importante para fazer esse debate, mas não podemos politizar o assunto", declarou o governador.

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