ASSINE

Mulher é condenada por atropelar e matar por ciúmes, em Marechal Floriano

Silvana de Freitas Padilha Brito foi considerada culpada pelo júri desta terça-feira (20) pelo atropelamento de Claudiele Effgen, em 2013

Publicado em 20/07/2021 às 21h12
Sessão do júri aconteceu no fórum de Marechal Floriano, nesta terça-feira (20)
Sessão do júri aconteceu no fórum de Marechal Floriano, nesta terça-feira (20). Crédito: Reprodução | Google Maps

Após um júri popular que durou cerca de dez horas, a servidora Silvana de Freitas Padilha Brito foi considerada culpada pela morte de Claudiele Effgen. De acordo com a sentença proferida na noite desta terça-feira (20), em Marechal Floriano, ela foi condenada a 18 anos de prisão, inicialmente em regime fechado.

Conforme entendimento dos jurados, ela teve a intenção de matar, por meio do atropelamento ocorrido ainda em fevereiro de 2013, no mesmo município da Região Serrana do Espírito Santo. A motivação teria sido a suspeita de um relacionamento extraconjugal entre a Claudiele e o marido de Silvana.

Desta forma, de acordo com o advogado William Fernando Miranda, que é assistente de acusação no caso, o homicídio foi considerado qualificado por três razões: motivo torpe, meio cruel e por ter impossibilitado a defesa da vítima. A decisão do júri popular foi tomada pela maioria, com quatro votos unânimes.

William Fernando Miranda

Assistente de acusação

"A família se sente muito aliviada, porque são oito anos de angústia, sofrimento e choro. Mas, no final, a justiça foi feita. Tardou, mas chegou. Ela (Silvana) teve a pena que mereceu. Isso é o mais importante. Não cura a dor, mas alivia"

Além da reclusão imediata por causa do homicídio, foram aplicadas multas e outras punições pelos crimes de ameaça, invasão de propriedade e dirigir sem permissão. Porém, segundo os advogados envolvidos, esses crimes já prescreveram e as sanções podem ser retiradas caso a defesa de Silvana recorra.

Responsável pela defesa de Silvana, o advogado Nelson Moreira Júnior afirmou que a cliente recebeu a sentença com indignação, já que afirma ser inocente. "Vou recorrer no plantão da Justiça para que ela possa responder a apelação em liberdade. Já entrei com o recurso de apelação e vou entrar com um Habeas Corpus", garantiu.

Até o momento de publicação desta reportagem, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) não havia disponibilizado a decisão desta terça-feira (20). A Gazeta demandou o órgão e o Ministério Público do Estado (MPES) para obter mais detalhes e aguarda os retornos. Quando eles forem recebidos, este texto será atualizado.

O ATROPELAMENTO: RELEMBRE

O episódio que levou ao processo teve origem em um atropelamento ocorrido há mais de oito anos, em Marechal Floriano. Conforme consta nos autos, uma testemunha que não teve o nome revelado presenciou o momento exato em que Claudiele foi atingida pelo carro e garantiu que não se tratou de um mero acidente.

"O carro da acusada passou do meu lado, foi mais à frente, manobrou e voltou no sentido contrário. Após o retorno, ela foi direto para 'pegar a vítima', acelerando o carro sem desvios", disse ela à Justiça. No dia anterior ao fato, a Silvana teria também ameaçado de morte a mulher, na própria casa onde esta morava.

Antes da condenação desta terça-feira (20), a ré já havia sido proibida de dirigir e renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O veículo envolvido no atropelamento também esteve indisponível. Além disso, ela teve que dispor de 30% dos rendimentos para amparar a vítima da filha.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.