Publicado em 3 de janeiro de 2022 às 10:46
A celebração para a chegada de 2022 teve aglomeração no balneário de Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Imagens aéreas, registradas pela própria prefeitura, mostram a orla próxima à praia e a avenida principal lotadas. Oficialmente, os festejos de réveillon e a queima de fogos haviam sido cancelados por conta do avanço da variante Ômicron, da Covid-19. >
Em duas postagens nas redes sociais, a Prefeitura de São Mateus publicou diversas fotos que dão noção da aglomeração e registram inúmeras pessoas sem máscaras. Na legenda descreveu o evento como a virada “mais extraordinária do Espírito Santo”. No entanto, não permitiu que internautas fizessem comentários, desabilitando a ferramenta. >
Em outra publicação em que deseja Feliz Ano Novo, onde os comentários estavam habilitados, a prefeitura foi criticada. Uma pessoa escreveu: “desativar os comentários, bando de hipócritas”. Outra relatou: “não querem assumir que estão errados, a Ômicron tá aí”.>
A Prefeitura de São Mateus foi procurada pela reportagem de A Gazeta, mas até o momento não respondeu aos questionamentos acerca da aglomeração e a razão de ter desabilitado os comentários em sua página no Instagram. Assim que houver resposta, a matéria será atualizada.>
>
O secretário de Estado da Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, fez um tweet que expõe a aglomeração em Guriri. “‘Menos’ não é o mesmo que ‘não provoca’ (sobre a Ômicron provocar menos quadros graves de Covid). Se todo mundo se oferecer ao vírus ao mesmo tempo, em poucas ‘semanas epidemiológicas’, teremos uma nova fase deste ‘desastre epidemiológico’”, analisou.>
Segundo Fernandes, o risco de o Espírito Santo ter uma nova onda como as anteriores é baixo, mas acredita no cenário em que a ocupação dos leitos de UTI duplique ou até triplique e com uma proporção maior de internações em enfermarias. Na rede estadual, atualmente, há 161 leitos de UTI ocupados. “Duplicar o impacto atual não desenhará uma onda equivalente às anteriores, mas não será menos desastroso para as vidas que serão perdidas”.>
Ele estima um triste impacto da variante ômicron, da Covid-19, nas crianças, caso se repita o cenário observado em outros países, já que a vacinação desta faixa etária tem previsão para começar em janeiro e a D2 em março ou abril. >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta