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Incêndio em galpão em Viana: o que se sabe e o que falta esclarecer

Incêndio em galpão em Viana: o que se sabe e o que falta esclarecer

Depósito logístico foi totalmente destruído pelas chamas e prejuízo pode chegar a R$ 1 bilhão; perícia deve apontar a causa do incêndio em até 20 dias

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 09:39

Imagens divulgadas pelo Corpo de Bombeiros mostram estragos após incêndio em galpão logístico em Viana
Imagens divulgadas pelo Corpo de Bombeiros mostram estragos após incêndio em galpão Crédito: CBMES

Um incêndio de grandes proporções destruiu um galpão logístico que abrigava o depósito do Supermercados BH e pelo menos outras quatro empresas em Viana. O fogo começou na manhã de sábado (7) e equipes do Corpo de Bombeiros ainda atuam no local. "O trabalho evolui para a fase de rescaldo", explicou a corporação. Confira abaixo o que já se sabe e o que falta ser esclarecido:

1. Quando o incêndio começou?

O fogo teve início por volta das 6h de sábado (7). As chamas começaram em uma das áreas do galpão e se espalharam para outras unidades do espaço.

2. Onde foi o incêndio?

O incêndio atingiu um galpão logístico com cerca de 30 mil metros quadrados. O espaço funcionava havia cerca de dois anos dentro de um complexo logístico e recebia, em média, 3 mil pessoas por dia, entre funcionários e transporte.

3. Quais são as causas do incêndio?

O Corpo de Bombeiros iniciou o levantamento de informações para perícia, e o laudo técnico com possível causa do incêndio pode levar cerca de 20 dias para ficar pronto.

4. Quais empresas estavam no local?

O galpão era dividido por pelo menos cinco empresas. A maior parte do espaço era ocupada pelo Supermercados BH. Também atuavam no local a Ybera Group, do setor de cosméticos e a Anhanguera Ferramentas. As outras duas empresas ainda não foram identificadas pela reportagem.

Um dos espaços atingidos foi de uma rede de supermercados e a fumaça pode ser vista de diversos pontos da Grande Vitória

5. O que era armazenado no galpão?

No espaço estavam estocados diversos tipos de produtos, como alimentos, cosméticos, ferramentas, equipamentos, maquinário pesado e produtos farmacêuticos.

6. Houve feridos?

Não. Apesar da grande proporção do incêndio, ninguém ficou ferido. Segundo o Corpo de Bombeiros, um segurança identificou o início das chamas e evacuou o galpão. Cerca de 20 funcionários que estavam no local conseguiram sair sem ferimentos.

7. Qual foi o tamanho do prejuízo?

Segundo o responsável por uma das empresas que intermedia negócios de locação no armazém, o prejuízo pode chegar a cerca de R$ 1 bilhão. A estimativa é de aproximadamente R$ 100 milhões em danos estruturais e cerca de R$ 800 milhões em mercadorias.

8. Como está o combate ao incêndio?

Mais de 115 militares atuaram na ocorrência desde a manhã de sábado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo está controlado, confinado e isolado, mas ainda há focos em áreas de difícil acesso por causa do risco estrutural. As equipes utilizam caminhões com bombas de longo alcance, autoescada e um caminhão com canhão monitor para resfriamento da área sem exposição dos militares a locais de risco. Os trabalhos de rescaldo continuam nesta terça-feira (10). 

Imagens feitas pelo Corpo de Bombeiros na segunda-feira (9), mostram destruição de incêndio de galpão em Viana
Imagens mostram destruição de incêndio de galpão em Viana Crédito: Corpo de Bombeiros

9. A fumaça atingiu outras regiões?

Sim. A fumaça intensa formada pelas chamas pôde ser vista a cerca de 19 quilômetros de distância, na região da Enseada do Suá, em Vitória. 

10. O que dizem as empresas afetadas?

O Supermercados BH informou que houve perda total da estrutura e das mercadorias e que a segurança dos colaboradores é prioridadeA Ybera Group, do ramo de cosméticos, disse que as compras estão temporariamente suspensas e que acionou protocolos de segurança e retomada operacional. A Anhanguera Ferramentas afirmou que trabalha para restabelecer a operação no estado. As outras duas empresas não foram identificadas pela reportagem.

(Com informações de Ana Elisa Bassi, Juirana Nobres e Viviane Machado, do g1 ES)

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