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Hilário era agressivo com as filhas, diz irmão de Milena Gottardi

Douglas Gottardi, irmão de Milena, é a última testemunha de acusação a prestar depoimento e abriu abriu a sessão desta quinta-feira (26), no Fórum Criminal de Vitória

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 26/08/2021 às 10h51
Douglas Gottardi, irmão de Milena. Entrevista coletiva sobre o julgamento dos acusados de matar a médica Milena Gottardi.Entrevista coletiva sobre o julgamento dos acusados de matar a médica Milena Gottardi.
Douglas Gottardi, irmão de Milena. Entrevista coletiva sobre o julgamento dos acusados de matar a médica Milena Gottardi.Entrevista coletiva sobre o julgamento dos acusados de matar a médica Milena Gottardi. Crédito: Vitor Jubini

Nesta quinta-feira (25), às 9h30, teve início o quarto dia do julgamento das seis pessoas apontadas como as responsáveis pelo assassinato da médica Milena Gottardi. Entre os réus está o ex-marido da vítima e ex-policial civil Hilário Antonio Fiorot Frasson, acusado de ser um dos mandantes do crime. O depoimento de Douglas Gottardi, irmão de Milena, abriu a sessão. Ele é a última testemunha de acusação depor. Acompanhe tudo o que está acontecendo no julgamento tempo real.

Para o depoimento de Douglas Gottardi — um dos mais aguardados — Hilários e os demais  réus ficaram fora da sala do júri. Douglas relatou que Hilário era agressivo com as filhas, principalmente com a mais velha. 

Douglas Gottardi

Irmão de Milena e testemunha de acusação

"Hilário cuidava das meninas, coisas que os pais fazem, mas sempre muito rígido e bruto com a mais velha. Qualquer coisa que ela derrubava no chão, um suco, ele logo pegava o chinelo para bater. Era sempre muito bruto com as crianças"

Douglas disse que o comportamento agressivo de Hilário se estendia aos demais familiares de Milena. "Minha mãe falava que quando ele chegava no apartamento, parecia que chegava uma nuvem preta: as crianças mudavam. Ele é agressivo com todos."

A testemunha relatou ainda que, em sua percepção, Hilário tinha comportamentos diferentes dependendo de com quem estava. Segundo Douglas, para os amigos influentes que tinham algum cargo de poder, como delegados e juízes, Hilário fazia banquete, recebia bem, atendia da melhor forma.

Douglas Gottardi

Irmão de Milena e testemunha de acusação

"Para mim, existiam dois Hilários: um fora da casa dele, que brincava, era expansivo, com todo mundo na rua, e outro dentro de casa, onde era mal-humorado, agressivo"

DIA A DIA DO JULGAMENTO

No julgamento, os primeiros 9 depoimentos são de testemunhas de acusação e, nos próximos dias, serão ouvidas 19 testemunhas de defesa dos acusados, totalizando 28 pessoas.

O destino dos réus será decidido por sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens. Quem conduz o julgamento é o juiz Marcos Pereira Sanches.

No julgamento, os primeiros 9 depoimentos são de testemunhas de acusação e, nos próximos dias, serão ouvidas 19 testemunhas de defesa dos acusados, totalizando 28 pessoas.

O destino dos réus será decidido por sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens. Quem conduz o julgamento é o juiz Marcos Pereira Sanches. 

O crime aconteceu em 14 de setembro de 2017, quando a médica encerrava um plantão. Confira abaixo como seria a participação de cada um dos acusados:

RELEMBRE O CRIME

A médica oncologista pediátrica Milena Gottardi foi baleada no estacionamento do Hospital das Clínicas (Hucam), em Vitória, na noite de 14 de setembro de 2017, em uma suposta tentativa de assalto. Milena foi socorrida em estado gravíssimo e, após passar quase um dia internada, teve a morte cerebral confirmada às 16h50 de 15 de setembro.

As investigações da Polícia Civil descartaram, já nos primeiros dias, o que aparentava ser um assalto seguido de morte da médica (latrocínio). Naquele momento as suspeitas já eram de um homicídio, com participação de familiares.

Ao liberar o corpo de Milena no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, Hilário teve a arma e o celular apreendidos pela polícia. Ele não foi ao velório e enterro, que aconteceram em Fundão, onde Milena nasceu.

Os dois primeiros suspeitos foram presos, no dia 16 de setembro de 2017: Dionathas Alves Vieira, que confessou ter atirado contra a médica para receber R$ 2 mil; e Bruno Rodrigues Broeto, acusado de roubar a moto usada no crime. O veículo foi apreendido em um sítio, onde foram queimadas as roupas do executor.

Em 21 de setembro de 2017, o sogro de Milena, Esperidião Carlos Frasson, foi preso, suspeito de ser o mandante do crime. Também foi detido o lavrador Valcir da Silva Dias, suspeito de ser o intermediário. Na mesma data, o ex-marido Hilário Frasson foi preso.

O último a ser detido foi Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho, em 25 de setembro de 2017, apontado como intermediário. Ele tinha fugido para o interior de Aimorés, em Minas Gerais.

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