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Douglas Gottardi e Zilca Maria Gottardi, irmão e mãe de Milena Gottardi, médica executada em 2017
Douglas Gottardi e Zilca Maria Gottardi, irmão e mãe de Milena Gottardi, médica executada em 2017. Crédito: Vitor Jubini/Arte Geraldo Neto

Vídeo: família de Milena Gottardi afirma viver com medo e pede paz

Em entrevista, Douglas e Zilca Gottardi  relatam que vivem com medo dos acusados pelo crime da médica serem libertos. Falam da saudade de Milena e dos momentos após o crime

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 19/08/2021 às 18h52

Os familiares de Milena Gottardi aguardam com muita expectativa o julgamento e a condenação dos seis acusados pelo assassinato da médica, em 2017. O irmão Douglas e a mãe Zilca Gottardi relatam que vivem com medo dos acusados serem soltos e esperam que a Justiça seja feita para terem paz.

No dia 26 de fevereiro deste ano eles concederam uma entrevista para A Gazeta, que você confere abaixo. Naquele mesmo dia, o julgamento dos acusados pelo crime, marcado para 8 de março, Dia Internacional da Mulher, foi adiado para agosto.

“A gente espera que no final do julgamento eles tenham a pena que realmente mereçam, que a Justiça faça valer a lei. A gente sempre tem aquele medo. Quando eles forem condenados, a gente vai ter mais paz e tranquilidade”, relata Douglas.

Eles falam ainda sobre o dia a dia da família após o crime e a saudade da Milena. “Eles têm o castigo deles, mas a minha menina não volta mais”, desabafa a mãe, Zilca Gottardi.

A EXPECTATIVA DO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO

O advogado Renan Sales, que atua no processo como assistente de acusação, representando a família da vítima, destaca que não há dúvidas sobre a condenação dos réus. “Por toda a prova produzida durante o processo, não há dúvida de que os seis réus são os responsáveis pelo feminicídio que vitimou a médica Milena Gottardi”, assinala. Confira o vídeo:

Assistente de acusação, Renan Sales não há dúvidas sobre a condenação dos assassinos de Milena Gottardi

CRIME E JULGAMENTO

Foram apontadas como as responsáveis pelo assassinato da médica seis pessoas, entre elas o ex-marido de Milena, Hilário Frasson, hoje um ex-policial civil. Todos vão ser julgados a partir da próxima segunda-feira (23), no Fórum Criminal de Vitória, a partir das 9 horas

MPES: “PROVA ROBUSTA E COERENTE PARA CONDENAÇÃO”

A expectativa do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) é de que será feita Justiça no júri popular dos seis acusados pelo assassinato da médica. “A sociedade de Vitória foi muito afetada com a morte de uma pessoa tão boa. Neste julgamento vai ser demonstrado a concretização do mal que foi praticado”, assinala o promotor Leonardo Augusto de Andrade Cezar dos Santos, um dos três que acompanham o caso.

Ele recorda que Milena era pediatra oncologista e que, com ela, morreu a esperança de várias famílias de crianças com câncer por ela tratadas. “É um impacto para além da família da vítima. A maldade que consta nos autos é de desacreditar qualquer pessoa, pelo menosprezo com a vida humana. A prova contra os réus está robusta e coerente para uma condenação e o MPES está confiante”, assinala.

DEFESA DOS RÉUS

O advogado Leonardo Gagno, que realiza a defesa de Hilário Frasson, destacou o respeito pela família da médica. “Respeitamos profundamente a família da Milena e nos solidarizamos devido a esse trágico acontecimento. Temos a certeza de que vamos aclarar todo o ocorrido no momento oportuno, durante o julgamento perante o júri popular.”

Leonardo da Rocha de Souza, que faz as defesas de Dionathas e Bruno, informou que fará uma última visita aos réus nesta sexta-feira (20). “Será para uma conversa e orientação aos dois”, explicou.

Rocha relata que, em relação a Bruno, a expectativa será a sua absolvição. “Será o nosso grande desafio. Ele está muito angustiado e espero provar a sua inocência e que a Justiça seja feita em relação a ele”, destacou.

Já Dionathas, réu confesso, quer prestar os esclarecimentos. “Espero que ele tenha tranquilidade para esclarecer todos os fatos”, pontuou Rocha.

Alexandre Lyra Trancoso, que realiza a defesa de Valcir, assinalou que ele não participou do crime. “Queremos reverter a situação. Entendemos que ele não atuou como intermediário do crime”.

Os advogados Davi Pascoal Miranda e David Marlon Oliveira Passos, que fazem as defesas de Esperidião e Hermenegildo, respectivamente, não foram localizados. Assim que a reportagem conseguir o contato, esta matéria será atualizada com as informações deles.

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