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Publicado em 15 de abril de 2021 às 22:00
- Atualizado há 5 anos
Pela primeira vez nos últimos 15 dias, o Espírito Santo não possui paciente de Covid-19 esperando por um leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A informação foi repassada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) nesta quinta-feira (15).>
Atualmente, apenas pacientes que precisam de leitos em enfermarias hospitalares estão esperando em Pronto Atendimento e Unidades de Pronto Atendimento. Ao todo, sete aguardam disponibilidade de leito hospitalar na Central de Regulação, até as 17h, sendo que seis desses pacientes estão esperando a menos de 24 horas.>
Até o final da tarde, o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu-192) registrou 15 chamados para pacientes.>
A fila zerada, infelizmente, não altera a letalidade da variante inglesa que circula no Espírito Santo. Na primeira quinzena de abril, morreram três vezes mais pessoas de Covid-19 que no mesmo período de março, chegando a um total de 1.007 mortos. >
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Dados dos municípios da Grande Vitória mostram que há sim pessoas esperando em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Pronto Atendimentos por transferência. A maior parte desses registros são de pessoas com Covid-19, mas há também quem precise de atendimento médico especializado devido à gravidade de saúde ocasionada por outras doenças. >
Tanto as prefeituras ouvidas nesta reportagem quanto a Sesa foram questionados se algum paciente perdeu a vida aguardando por um leito e nenhum retornou afirmou ter ocorrido esta situação. >
Na Serra, a prefeitura informou que há 38 pacientes somente com o diagnóstico de Covid-19 nos leitos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade aguardando transferência, sendo 11 para leitos de UTI. É a cidade da Grande Vitória com o maior número de pessoas aguardando, porém também é a que possui o maior número de UPAS e PAs. A prefeitura informou que emprega todos os esforços de assistência e cuidados aos pacientes que estão aguardando remoção em nossos serviços.>
Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde informou que há 19 pacientes esperando um leito de internação hospitalar nos Prontos Atendimento da Praia do Suá e de São Pedro. Destes, seis são pacientes com Covid-19 que precisam de UTI devido ao agravamento da infecção e outros quatro para enfermaria. >
Ainda na Região Metropolitana, Cariacica possui 29 pacientes no Pronto Atendimento de Alto Lage, único da cidade, internados à espera de uma vaga em hospital. Desses, três estão no setor de emergência aguardando por uma vaga em UTI esperando, em média, por 24 horas. >
Em Vila Velha, há quatro pessoas doentes esperando uma vaga de UTI e outros 14 para ter acesso à enfermaria de um hospital. Elas estão nos Prontos Atendimentos de Cobilândia e na Glória, segundo informou a prefeitura. >
Em Viana, um doente por Covid-19 estão recebe o atendimento básico no pronto atendimento municipal, em Arlindo Vislaschi, e precisa de vaga em enfermaria hospitalar.>
Em Guarapari, dois paciente esperam conseguir um leito de UTI. Outras quatro estão internados esperando pela liberação de vagas de enfermaria em hospital pela Central de Vagas Estadual. >
De maneira recorrente, os números divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde divergem dos registros informados pelas prefeituras. Na semana interior, quando questionada pela reportagem sobre essas diferenças, a Sesa informou que uma parte dos pacientes que aguardam leitos nas unidades de saúde não necessariamente necessitam de um leito de terapia intensiva. >
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o secretário de saúde, Nésio Fernandes, explicou como funciona o processo de regulação de leitos. "Os pacientes passam por um período de avaliação dentro das unidades pré-hospitalar, as UPAs e os PAs. Quando um profissional médico considerar que aquele paciente precisa de um recurso hospitalar, seja leito de enfermagem ou UTI, ele acessa o sistema estadual de regulação da rede própria da Sesa. Onde há cobertura do Samu, esse paciente grave é removido para os hospitais de referência quando em caso grave. Quando o caso não é grave, o médico regulador vai solicitar informações autorizando ou não a remoção do paciente", detalhou.>
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