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Fila de espera por leito de UTI zera nas unidades de saúde do ES

Pela primeira vez nos últimos 10 dias, não há nenhum paciente aguardando por leito de UTI em hospital, segundo a Secretaria Estadual de Saúde

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 15/04/2021 às 22h00
Atualizado em 16/04/2021 às 08h23
Hospital Geral de Linhares (HGL)
Hospital Geral de Linhares (HGL). Crédito: Prefeitura de Linhares

Pela primeira vez nos últimos 15 dias, o Espírito Santo não possui paciente de Covid-19 esperando por um leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A informação foi repassada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) nesta quinta-feira (15).

Atualmente, apenas pacientes que precisam de leitos em enfermarias hospitalares estão esperando em Pronto Atendimento e Unidades de Pronto Atendimento.  Ao todo, sete aguardam disponibilidade de leito hospitalar na Central de Regulação,  até as 17h, sendo que seis desses pacientes estão esperando a menos de 24 horas.

Até o final da tarde, o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu-192) registrou 15 chamados para pacientes.

A fila zerada, infelizmente,  não altera a letalidade da variante inglesa que circula no Espírito Santo. Na primeira quinzena de abril, morreram três vezes mais pessoas de Covid-19 que no mesmo período de março, chegando a um total de 1.007 mortos. 

GRANDE VITÓRIA

Dados dos municípios da Grande Vitória mostram que há sim pessoas esperando em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Pronto Atendimentos por transferência. A maior parte desses registros são de pessoas com Covid-19, mas há também quem precise de atendimento médico especializado devido à gravidade de saúde ocasionada por outras doenças.

Tanto as prefeituras ouvidas nesta reportagem quanto a Sesa foram questionados se algum paciente perdeu a vida aguardando por um leito e nenhum retornou afirmou ter ocorrido esta situação. 

Na Serra, a prefeitura informou que há 38 pacientes somente com o diagnóstico de Covid-19 nos leitos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade aguardando transferência, sendo 11 para leitos de UTI.  É a cidade da Grande Vitória com o maior número de pessoas aguardando, porém também é a que possui o maior número de UPAS e PAs. A prefeitura informou que emprega todos os esforços de assistência e cuidados aos pacientes que estão aguardando remoção em nossos serviços.

Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde informou que há 19 pacientes esperando um leito de internação hospitalar nos Prontos Atendimento da Praia do Suá e de São Pedro. Destes, seis são pacientes com Covid-19 que precisam de UTI devido ao agravamento da infecção e outros quatro para enfermaria. 

Ainda na Região Metropolitana, Cariacica possui 29 pacientes no Pronto Atendimento de Alto Lage, único da cidade, internados à espera de uma vaga em hospital. Desses, três estão no setor de emergência aguardando por uma vaga em UTI esperando, em média, por 24 horas.

Em Vila Velha, há quatro pessoas doentes esperando uma vaga de UTI e outros 14 para ter acesso à enfermaria de um hospital. Elas estão nos Prontos Atendimentos de Cobilândia e na Glória, segundo informou a prefeitura.

Em Viana, um doente por Covid-19 estão recebe o atendimento básico no pronto atendimento municipal, em Arlindo Vislaschi, e precisa de vaga em enfermaria hospitalar.

Em Guarapari, dois paciente esperam conseguir um leito de UTI. Outras quatro estão internados esperando pela liberação de vagas de enfermaria em hospital pela Central de Vagas Estadual.

NÚMEROS DA SESA E DAS PREFEITURAS DIVERGEM

De maneira recorrente, os números divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde divergem dos registros informados pelas prefeituras. Na semana interior, quando questionada pela reportagem sobre essas diferenças, a Sesa informou que uma parte dos pacientes que aguardam leitos nas unidades de saúde não necessariamente necessitam de um leito de terapia intensiva.  

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o secretário de saúde, Nésio Fernandes, explicou como funciona o processo de regulação de leitos. "Os pacientes passam por um período de avaliação dentro das unidades pré-hospitalar, as UPAs e os PAs. Quando um profissional médico considerar que aquele paciente precisa de um recurso hospitalar, seja leito de enfermagem ou UTI, ele acessa o sistema estadual de regulação da rede própria da Sesa. Onde há cobertura do Samu, esse paciente grave é removido para os hospitais de referência quando em caso grave. Quando o caso não é grave, o médico regulador vai solicitar informações autorizando ou não a remoção do paciente", detalhou.

Hospitais Covid-19 Pandemia

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