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Coronavírus

Festas de fim de ano aumentaram taxa de transmissão em janeiro no ES

O indicador de contágio do novo coronavírus voltou a crescer no Espírito Santo no início de janeiro. Aglomerações e festas tiveram impacto nos números

Publicado em 27 de Janeiro de 2021 às 19:00

Vilmara Fernandes

Publicado em 

27 jan 2021 às 19:00
Imagens da chegada dos pacientes de Manaus infectados pelo coronavírus ao Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra
Atendimento de emergência do Hospital Jayme Santos Neves, na Serra Crédito: Fernando Madeira
Puxada pelo aumento de casos em cidades do interior, a taxa de transmissão (Rt), que é um indicador de contágio do  coronavírus, voltou a crescer no Espírito Santo em janeiro. A taxa geral do Estado, segundo cálculo feito até o dia 8 deste mês, saiu de 0,89 e foi para 1,06.
O ideal é que a taxa de transmissão se mantenha abaixo de 1. Acima de 1 significa que 100 indivíduos infectados podem passar a doença para outras 100 pessoas. Em abril de 2020, por exemplo, a taxa chegou a 3,44. Ou seja, 100 infectados eram capazes de transmitir o vírus para mais de trezentas pessoas.
Taxa de transmissão do novo coronavírus
Taxa de transmissão do novo coronavírus Crédito: IJSN/NIEE
Segundo Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), a taxa de transmissão apresenta os reflexos de uma maior interação registrada nos últimos meses de 2020, mas que se intensificaram nas semanas do Natal e do Ano- Novo.
Festas de fim de ano aumentaram taxa de transmissão em janeiro no ES
“A taxa de transmissão do Espírito Santo, desde 18 de dezembro até o dia 1º deste ano, estava em estabilidade, variando entre 0,8 e 0,9. Agora superamos o patamar de 1, um crescimento que decorre das aglomerações registradas no interior e que começam a se refletir nos indicadores”, explica Lira.
O reflexo destas interações no final do ano demoraram a aparecer por causa da chamada janela epidemiológica. É o espaço de tempo de 14 a 21 dias para se ter repercussão de determinados eventos nos indicadores epidemiológicos.

INTERIOR

A taxa de transmissão do interior saiu de 0,95 para 1,16, o que indica que dez pessoas podem contaminar até outras 12. "Já temos aqui os reflexos das interações e festas clandestinas verificadas em várias cidades, como Anchieta, Guarapari, e outras cidades do litoral”, observa Lira.
Taxa de transmissão do novo coronavírus
Taxa de transmissão do novo coronavírus Crédito: IJSN/NIEE
De acordo com Lira, algumas microrregiões estão com taxas mais elevadas. É o caso do Caparaó, que alcançou 1,09; a Central Sul - região de Cachoeiro -, com 1,25; a Central Serrana, região das santas - Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina - com 1,43.
Já na Grande Vitória a situação é de estabilidade, se mantendo, pela terceira semana, em 0,8. “Os quatro maiores municípios - Serra, Vila Velha, Cariacica e Vitória - estão com transmissão abaixo de 1 nas últimas quatro semanas”, relata Lira.
Taxa de transmissão do novo coronavírus
Taxa de transmissão do novo coronavírus Crédito: IJSN/NIEE

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