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Taxa de transmissão

ES vai ter longo platô antes de reduzir a Covid, diz Casagrande

As projeções indicam que a estabilização da curva de transmissão do coronavírus vai ser extenso até que possa começar a cair no Estado

Publicado em 03 de Julho de 2020 às 20:04

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 jul 2020 às 20:04
Ato homenageia capixabas mortos pelo novo coronavírus na praia de Camburi, em Vitória
Ato em homemagem a mortos pelo novo coronavírus em Camburi: número de registro de óbitos ainda é alto Crédito: Ricardo Medeiros
ES vai ter longo platô antes de reduzir a Covid, diz Casagrande
O governador Renato Casagrande, em pronunciamento na noite desta sexta-feira (3), apontou que o Espírito Santo deverá ter um platô (quando a curva de transmissão atinge o pico e torna-se contínua) mais prolongado da Covid-19, antes de conseguir reduzir efetivamente o contágio pelo coronavírus. 
Casagrande avalia que as medidas adotadas pelo governo para conter a interação social contribuíram para o achatamento da curva, possibilitando que o crescimento dos casos se desse de maneira gradativa até chegar ao ponto de aceleração e, agora, a indicadores de estabilização. Pela mesma razão, o governador estima que o platô terá maior duração e a queda também deverá ser gradual. 
"Viemos até aqui com um trabalho que permitiu achatar a curva, atendendo todo mundo que precisava de leito de hospital porque a subida foi mais lenta. Agora, o platô deverá ser mais longo e a descida, lenta também. Onde não houve medidas para redução de interação e aglomeração, a subida foi muito rápida e nos deparamos com aquelas cenas dramáticas de falta de leito, uma tragédia", argumenta. 
O governador observa que todos os indicadores apontam para estabilização da transmissão da Covid-19 no Espírito Santo, contudo municípios do interior ainda vivenciam um período de aceleração do contágio, com crescimento no número de casos e mortes. 
"Temos estabilização, mas não temos decréscimo ainda. Mesmo na Grande Vitória reduzindo, ainda temos um número de óbitos muito alto. Nossa tarefa é reduzir os óbitos até não ter mais, e para isso precisamos evitar a interação social e trabalhar pela não aglomeração. Ainda somos alcançados tragicamente pela Covid e pelas pessoas que perdem a vida", frisa Casagrande. 
O professor Etereldes Gonçalves Júnior, do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e membro do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE), explica que é justamente o fato de as curvas de contágio na Grande Vitória e no interior terem picos diferentes, no espaço de tempo, que o Estado vai vivenciar um platô  mais alongado.
Em coletiva na manhã desta sexta, o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, também falou sobre os indicadores de estabilização da Covid-19, mas ressaltou que a chegada do inverno, com dias mais frios e chuvosos, associada à redução do distanciamento social podem comprometer o controle da doença

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