O retorno às atividades sociais que foram suspensas com a chegada do novo coronavírus no Espírito Santo precisa ser gradual. A afirmação é do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes. O gestor estadual disse que a população que manteve o distanciamento social neste período, principalmente, os idosos e pessoas com comorbidade, devem se proteger para evitarem a segunda onda da doença.
"Na medida em que aqueles que estão protegidos com o distanciamento social se expuserem à circulação pública e participem de atividades sociais mais amplas, eles poderão se submeter ao risco de contrair a doença. Por isso que, na fase de recuperação, no momento em que a gente encontrar um grau de estabilidade, o retorno das atividades precisa ser gradual"
O assunto foi discutido durante entrevista concedida à imprensa na manhã desta sexta-feira (03). Questionado sobre a estabilização do contágio e a oferta de leitos na Grande Vitória, Nésio respondeu que a chegada do inverno, com a prevalência de dias mais frios e chuvosos, combinada com a redução do distanciamento social, podem comprometer o número de leitos disponíveis. A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Espírito Santo chegou a 82,54%.
"A reabertura das atividades não deve ocorrer no Espírito Santo de forma abrupta. Deve acontecer de uma maneira que a gente consiga preservar vidas. Ainda não temos vacina e nem tratamento especifico para a doença. O distanciamento social e o isolamento dos casos sintomáticos são essenciais para romper a cadeia de transmissão", declara.