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ES investiga 34 denúncias de "fura-fila" na vacinação contra a Covid

Com quase 30 mil pessoas do grupo prioritário já vacinadas com a primeira dose dos imunizantes, a Secretaria de Estado de Controle e Transparência agora apura casos de servidores ou terceiros beneficiados precocemente com as vacinas

Vitória
Publicado em 28/01/2021 às 13h52
Atualizado em 28/01/2021 às 15h55
Vacinação dos profissionais de saúde, veterinários e agentes funerários com 60 anos ou mais de idade, que estão na ativa, na Clínica da Família Estácio de Sá, na região central da cidade. O município do Rio de Janeiro ampliou hoje (27) o público-alvo da campanha de vacinação contra a covid-19.
No Es, os profissionais da linha de frente da saúde, indígenas, idosos e deficientes residentes em instituições de longa permanência são do grupo prioritário da vacinação . Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mais de 29 mil pessoas dos grupos prioritários já receberam a primeira dose das duas vacinas disponibilizadas para o Espírito Santo, mas a Secretaria de Estado de Controle e Transparência investiga 34 denúncias de pessoas vacinadas que não fazem parte da primeira leva contemplada - profissionais da linha de frente no combate ao novo coronavírus, indígenas, idosos e portadores de deficiência residentes em instituições de longa permanência.

As pessoas que teriam furado a fila para se vacinar seriam servidores públicos de áreas administrativas e gestores municipais da área de administração da saúde das cidades que já iniciaram a imunização em todo o Estado.

PUNIÇÃO

De acordo com o secretário de Estado de Controle e Transparência, Edmar Camata, se comprovada a irregularidade, o servidor, estadual ou municipal, pode sofrer punições.

"A infração pode ser cometida pelo servidor público ou pode ser por um particular que de alguma forma tenha se beneficiado. Em geral, o servidor que pode ser punido pelo Estado pode ser por ter tomado a vacina quando não deveria, ou forneceu a vacina para alguém fora do grupo prioritário. A previsão de punição para este servidor pode ser até a demissão e, no caso dos contratados em regime temporário, estes podem ter o contrato rescindido", destacou Camata.

O secretário estadual de Controle e Transparência, Edmar Camata, em Sessão Solene em homenagem aos 35 anos do Fisco Capixaba Data: 17/09/2019
Edmar Camata salientou que o servidor que furar a fila ou facilitar para que pessoas fora do grupo prioritário se vacinem pode ser exonerado. Crédito: Lissa De Paula/Ales

Recentemente, o governo do ES lançou o "vacinômetro", ferramenta que mostra o quantitativo de pessoas imunizadas, o total de doses repassadas aos municípios, a distribuição das doses no Estado entre outros dados relevantes à vacinação. É por meio dele que 10 das 34 denúncias foram feitas à Secont, e por onde o cidadão pode denunciar casos semelhantes.

"A população traz denúncias e isso é importante para o Estado, visto que podemos apurar com maior agilidade no mau uso na aplicação da vacina. O Espírito Santo se adiantou e criou, na semana passada, uma punição específica para estes casos. Mais importante do que punir, é fiscalizar para evitar que isso ocorra", ponderou Camata.

As denúncias podem ser feitas também no site da Ouvidoria Estadual, no www.ouvidoria.es.gov.br ou pelo 0800.022.11.17.

Com informações de Mayara Mello, da TV Gazeta

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