Repórter de Política / [email protected]
Publicado em 27 de janeiro de 2021 às 16:53
- Atualizado há 5 anos
Os 78 prefeitos dos municípios capixabas devem responder a 15 perguntas encaminhadas, nesta semana, pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) sobre o plano de vacinação contra Covid-19 de cada cidade. Entre as informações cobradas estão calendário, logística, capacidade de armazenamento e número de profissionais para atuar na aplicação da vacina. >
Os chefes dos Executivos municipais também devem especificar quais os critérios adotados para formação do grupo prioritário que será imunizado e quais as medidas estabelecidas para minimizar os riscos de vacinar pessoas que não se enquadram nesse grupo, os fura-fila.>
A medida marca o início de três novas frentes de atuação da Corte na fiscalização da atuação do governo estadual e dos municípios no combate à Covid-19, que foram anunciadas, na tarde desta terça-feira (27), em coletiva de imprensa pelo presidente do TCES, Rodrigo Chamoun. A conduta mais rígida também será aplicada na fiscalização das voltas às aulas e no cumprimento das regras sanitárias estabelecidas pelo mapa de risco do governo estadual.>
"O gestor tem que agir de acordo com as regras. A pandemia gerou regras que poucos conheciam, que são as regras sanitárias de comportamento e combate à aglomeração, de como o comércio deve funcionar. É papel do gestor exercer seu dever de polícia, de fiscalizar para fazer com que as regras sejam cumpridas. Agir contrário à lei ou ser omisso pode virar um processo de responsabilização", pontuou Chamoun durante a coletiva.>
>
A fiscalização tem início com a análise das informações prestadas pelos municípios, o que vai ser feito por uma equipe técnica do TCES. A instituição vai avaliar se as atuações poderiam ser melhores, do ponto de vista da eficiência, ou se há casos de irregularidade ou ilegalidade. >
Diante de uma possível melhoria, o Tribunal pode expedir uma recomendação. Já em casos de irregularidade ou ilegalidade, o prefeito pode ser notificado, ter que cumprir alguma determinação ou até mesmo sofrer sanções, como multa, por exemplo. >
Em casos de irregularidades ou ilegalidades mais graves, as informações podem ser repassadas para outros órgãos, como Ministério Público e polícias para responsabilização de caráter cível e penal. É o que pode acontecer, por exemplo, em casos de contratos irregulares e superfaturamento identificados pelas auditorias.>
O presidente da Corte garantiu, ainda, que os casos relacionados à pandemia e à imunização da população vão ter prioridade. "Terão um corredor exclusivo para as auditorias serem feitas da forma mais célere possível", prometeu.>
Desde janeiro de 2020 a estrutura do TCES já possui núcleos específicos para atuar em áreas relacionadas à saúde e à educação. Durante a pandemia, foram criados grupos de trabalho para atuar na fiscalização de contratos e, também, na orientação quanto às novas legislações que surgiram no momento de pandemia e crise, como flexibilizações em contratos emergenciais. Essas estratégias, segundo Chamoun, vão continuar sendo adotadas pela Corte de Contas durante o ano de 2021, paralelamente às três frentes anunciadas nesta terça-feira.>
Em 2020, o TCES organizou um grupo de auditores fiscais especializados em contratos que têm se dedicado, desde então, à análise de contratos e gastos emergenciais feitos durante a pandemia. De acordo com o Tribunal, as compras analisadas chegam ao montante de R$ 200 milhões.>
Dentre esses contratos foram identificados, de acordo com os auditores, alguns indícios graves de irregularidades que estão sendo investigados pelos órgãos competentes e tramitam em sigilo. Não foram especificados, no entanto, quantos estão nessa situação ou se alguém já foi punido.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta