Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Bateria de testes

Entenda quando uma vacina pode ser considerada segura

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão responsável pela avaliação e aprovação de solicitações para a realização de pesquisas clínicas

Publicado em 09 de Setembro de 2020 às 17:39

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 set 2020 às 17:39
Laboratório que pesquisa e desenvolve a vacina contra o coronavírus
A vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford é testada no Brasil Crédito: Divulgação/Universidade de Oxford
Importantes para o controle de doenças, as vacinas passam por diversos estudos para comprovação de sua qualidade, segurança e eficácia antes de serem disponibilizadas à população. É assim que também acontece com os medicamentos que pretendem imunizar o organismo humano contra o novo coronavírus.
Entenda quando uma vacina pode ser considerada segura
Em um desses processos, a AstraZeneca, que desenvolve um composto contra a Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, suspendeu os testes no mundo após identificar que um voluntário vacinado com a droga foi diagnosticado com mielite transversa, uma síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal.
No Brasil, a fase 3 do estudo clínico conta com cinco mil pessoas e é coordenado pela Universidade Federal de São Paulo, através do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie/Unifesp). A etapa foi temporariamente pausada terça-feira (8) em todos os centros participantes, incluindo os estados brasileiros.
“A pausa segue os padrões de segurança preconizados no protocolo do estudo da vacina de Oxford. Trata-se de uma prática comum em estudos clínicos envolvendo fármacos. O comitê de monitoramento de segurança do estudo analisa se o caso tem ou não relação com a vacina e assim que a análise for concluída, a fase 3 deve ser retomada”, diz nota da Unifesp.
Sem detalhar o número, a instituição informou que muitos voluntários já receberam a segunda dose da vacina no Brasil e até o momento não houve registro de intercorrências graves de saúde. Eles destacam que a pausa vale para novas aplicações. “O estudo continua, segue avançando, com os voluntários que já participam sendo constantemente monitorados”, garantiu a universidade. 
Além da vacina da AstraZeneca, outros três compostos estão sendo testados no Brasil: o produzido pela farmacêutica americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech; a chinesa Coronavac, feita em parceria entre o Instituto Butantan com a chinesa Sinovac; e a Janssen-Cilag, da Johnson & Johnson.

APROVAÇÃO DA VACINA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão responsável pela avaliação e aprovação de solicitações para a realização de pesquisas clínicas e de pedidos de registro de vacinas desenvolvidos pela indústria farmacêutica.
As etapas do processo passam por estudos laboratoriais, testes em animais, humanos e o pedido de registro.

PRIMEIRA ETAPA

Segundo a Anvisa, durante o desenvolvimento do produto, um dos primeiros passos é a realização de estudos da fase não clínica, aplicada em animais de experimentação, de acordo com protocolos estabelecidos pela empresa. 
O objetivo é investigar a ação e a segurança da molécula em laboratório, procedimento comum exigido para qualquer tipo de novo medicamento. Nesta fase, a vacina passa por ensaios que auxiliam os pesquisadores a verificar a dose adequada a ser administrada e a conhecer o mecanismo de ação do produto.

ESTUDOS EM HUMANOS

Depois de cumprir as etapas da fase não clínica, a empresa deve realizar estudos clínicos em três fases (I, II e III) para avaliar e determinar a segurança e a eficácia do uso da vacina em humanos. Cada etapa cumpre objetivos específicos no âmbito do desenvolvimento do produto.
  • Fase I
  • Pequenos grupos de indivíduos, normalmente adultos saudáveis, são avaliados para verificação da segurança e determinação do tipo de resposta imune provocada pela vacina. Nessa fase também podem ser realizados estudos de desafio, a fim de selecionar os melhores projetos para seguirem à fase seguinte.

  • Fase II
  • Na fase II, há a inclusão de um maior número de indivíduos e o produto já é administrado a indivíduos representativos da população-alvo (bebês, crianças, adolescentes, adultos, idosos ou imunocomprometidos). Nessa fase é avaliada a segurança da vacina, a imunogenicidade, a posologia e o modo de administração.

  • Fase III
  • A vacina é administrada a uma grande quantidade de indivíduos, normalmente milhares de pessoas, para que seja demonstrada a sua eficácia e segurança, ou seja, que a vacina é capaz de proteger os indivíduos com o mínimo possível de reações adversas.
  • O início dos testes em seres humanos depende, além das aprovações ética e regulatória, da própria organização interna dos pesquisadores para recrutamento dos voluntários. A Anvisa não define esta data. 

AUTORIZAÇÃO

Para realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres humanos, é obrigatória a aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e/ou da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). 
A anuência de pesquisa pela Anvisa se aplica somente aos estudos clínicos que têm a finalidade de registro e pós-registro de medicamentos, incluindo vacinas. O prazo para início da pesquisa, após a aprovação ética e regulatória, é definido pelo patrocinador do estudo.
A realização de estudos clínicos de fase I, II e III também deve ser aprovada antes pela Anvisa. Para isso, a empresa desenvolvedora da pesquisa deve apresentar o Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamentos (DDCM), que traz informações detalhadas sobre o medicamento e sobre o estudo.

REGISTRO DE VACINAS

São as empresas do setor farmacêutico que devem manifestar interesse em fazer o registro de um novo medicamento ou vacina. De acordo com a Anvisa, o prazo para a primeira manifestação sobre o pedido é de até 60 dias.
A empresa pode solicitar o registro com estudos da fase III em andamento, portanto já com os dados consolidados das fases I e II, desde que seja demonstrada uma alta eficácia terapêutica ou preventiva e/ou não exista outra terapia ou droga alternativa comparável para aquele estágio da doença.
Outro item importante é que, além da pesquisa clínica (fases I, II e III), a desenvolvedora da vacina também realiza, paralelamente, o estudo de estabilidade do medicamento para gerar dados sobre, por exemplo, o prazo de validade e as condições de armazenamento adequadas.
Portanto, a solicitação de registro de uma vacina só é aceita se a empresa apresentar toda a documentação exigida pela Anvisa. Além disso, quem desenvolve o produto deve garantir pesquisas pós-comercialização, como forma de monitoramento, por exemplo, de novas reações adversas não detectadas nos estudos anteriores.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Acidente deixa duas pessoas feridas na Avenida Beira-Mar
Acidente deixa duas pessoas feridas e congestiona trânsito em Vitória
Bernadete de Souza Braga, de 61 anos, assassinada com golpes de facão em 4 de outubro de 2023
Pena de 40 anos para homem que matou mulher com golpes de facão no ES
Imagem de destaque
Análise: acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio americano

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados