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Entenda por que o ES vive a quinta onda da Covid e o país a quarta

Espírito Santo teve um pico a mais da doença, que coloca o Estado sob outra perspectiva nos indicadores. Veja cada fase

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 06/06/2022 às 20h03
Variante do coronavírus
O coronavírus mantém alta circulação porque parcela da população não completou o esquema vacinal . Crédito: NIAID / Agência Brasil

Os recentes indicadores da Covid-19 apontam o crescimento no número de casos em todo o país. Mas por que, então, o Espírito Santo e o Brasil registram picos diferentes? No Estado, já é reconhecida a quinta onda, enquanto que, no âmbito nacional, é registrada a quarta. 

O Espírito Santo e o Brasil vivenciaram as duas ondas iniciais praticamente ao mesmo tempo, ainda em 2020, mas foi na terceira que o Estado se descolou do conjunto do país, entre março e abril de 2021, quando registrou uma elevação vertiginosa de casos e mortes.

Naquele período, a média móvel de infectados, no intervalo de 14 dias, chegou a 15.311, e a de óbitos alcançou 77,43. Já no território nacional, houve alguns picos no primeiro semestre de 2021 - janeiro, março/abril e junho - mas que se configurou como uma onda apenas, um prolongamento do que havia começado no ano anterior. 

Então, o movimento foi assim:

  • 1º onda - Brasil e Espírito Santo, entre março e julho de 2020;
  • 2ª onda - começou no mesmo período, entre outubro e novembro de 2020. No Estado, houve redução de casos em janeiro de 2021; no país, oscilou até junho, numa grande onda.
  • 3ª onda - O crescimento significativo de casos entre março e abril de 2021, no Espírito Santo, consolidou a terceira onda. 

"E por conta de quê? O Brasil tem dimensões continentais e o dado tem um comportamento, um padrão um pouco prolongado de aumento e redução por conta das diferenças regionais", pontua Pablo Lira, diretor do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e membro do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE).

Depois, Estado e país voltam a se encontrar nos movimentos, mas agora com contagem diferente. O novo pico de casos surgiu em janeiro de 2022, provocado pela Ômicron, que, segundo observa Pablo Lira, do mesmo jeito que chegou intensamente e deixou um grande número de infectados em pouco tempo, teve uma redução forte nos meses seguintes.

Mas, com indicadores novamente em elevação a partir de meados de maio, o Brasil passa a considerar a quarta onda, enquanto a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reconhece a quinta. 

Apesar do crescimento, Pablo Lira diz que prefere esperar mais algumas semanas para poder cravar esse novo ciclo porque, em sua avaliação, pode ser apenas uma oscilação para cima, não necessariamente uma onda. Comparados dados atuais, cuja média móvel de casos é de 433 nos últimos 14 dias, com a primeira onda, que chegou a 1.307 numa época em que não havia a capacidade de testagem de agora, o que se percebe, segundo ele, é um movimento menor. 

"E outra coisa muito importante: reforçando a vacinação, temos condições de reverter essa tendência de aumento, transformar esse indicador e, em vez de quinta onda, ser uma flutuação e voltar à tendência de estabilização ou redução dos casos confirmados nas próximas semanas", ressalta. 

O problema é que há uma grande parcela da população que não completou o esquema vacinal e, dessa maneira, o Sars Cov-2 (coronavírus) continua circulando e causando novas infecções.

O Espírito Santo dispõe de vacinas para imunizar todos os grupos, por idade e classificação de risco, com duas doses (5 a 11 anos), três (de 12 a 49 anos) e quatro (mais de 50 anos, trabalhadores da saúde e imunossuprimidos), porém está baixa a adesão entre todos os públicos para concluir o processo de vacinação. 

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