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Covid-19: 92% dos que morreram no ES estavam com vacinação atrasada

Nésio Fernandes divulgou dados parciais dos últimos dois meses em coletiva realizada nesta segunda-feira (6); desse total de óbitos, 71% foram em idosos

Tempo de leitura: 2min
Vitória
Publicado em 06/06/2022 às 16h31

No Espírito Santo, mais de 90% das mortes causadas pelo coronavírus ao longo dos últimos dois meses são de pessoas que não se vacinaram contra a Covid-19 ou que estavam com a vacinação atrasada. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6), pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Também de acordo com dados parciais de abril e maio, 71% dos óbitos aconteceram em pessoas com 60 anos ou mais. "No entanto, temos apenas um óbito de idoso que recebeu a quarta dose, sendo que os primeiros sintomas se deram dias após a aplicação", explicou o secretário Nésio Fernandes.

Nésio Fernandes

Secretário de Estado da Saúde

"Do total parcial de óbitos em abril e maio, 92% aconteceram em pessoas não vacinadas ou com o esquema vacinal em atraso"

Neste sentido, ele reforçou a importância da vacinação e ressaltou que quase 1,5 milhão de capixabas estão com alguma dose em atraso. "Poderíamos ter um comportamento muito mais satisfatório em relação às mortes se tivéssemos uma cobertura de 90% na população em geral", afirmou.

Atualmente, o esquema vacinal completo considera duas doses para crianças e adolescentes; três doses para adultos entre 18 e 49 anos; e quatro doses para imunossuprimidos, profissionais da saúde e adultos com 50 anos ou mais — sendo os dois últimos grupos recém-incluídos neste reforço.

"É preciso que as pessoas se vacinem, pois a vacina é um modo de prevenção e a procura por ela não deve estar associada ao crescimento de mortes", reforçou Nésio Fernandes, em alusão ao aumento de casos confirmados que, segundo ele, já vem acontecendo há cerca de seis semanas no Estado.

Por enquanto, a maior transmissão ainda não impactou o número de internações e mortes. No mês de maio, por exemplo, o Espírito Santo teve um aumento de 24% nas infecções em relação a abril — chegando a mais de 7 mil. Já os óbitos fecharam em queda de 67%, com 18 vidas perdidas.

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