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Internação

Doentes com coronavírus no ES ficam entubados por mais de três semanas

A aplicação da ventilação mecânica é adotada em pacientes que apresentam o quadro clínico grave da doença

Publicado em 21 de Maio de 2020 às 11:23

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 mai 2020 às 11:23
Novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra.
Leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra. Crédito: Reprodução/TV
Os pacientes diagnosticados com a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, chegam a ficar entubados por mais de três semanas. Especialistas afirmam que uma das principais características do vírus é atacar o pulmão, comprometendo o padrão respiratório, por isso a ventilação respiratória mecânica é necessária no quadro grave da doença. 
O gestor clínico do Hospital Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra, Alexandre Bittencourt, explica que esse tempo de internação prolongado na UTI não é comum durante o tratamento de doenças virais. Essa característica da doença é um dos fatores que interfere na disponibilidade de leitos. Mas, segundo Bittencourt, o governo do Estado desenhou um modelo de atendimento em que o Jayme tem sido referência. 
No hospital é feito o diagnóstico, o atendimento e, quando o paciente apresenta melhoras, é redirecionado para outro hospital ou encaminhado para um leito de retaguarda, onde permanece sob observação médica. 
Alexandre revelou que há pacientes que apresentam desconforto respiratório até mesmo durante a alimentação. “Esses pacientes têm indicação de uma intervenção de via aérea precoce. Ao perceber que a oferta de oxigênio tem de ser elevada, que o esforço respiratório tem sido mantido ou algumas repercussões hemodinâmicas, se faz necessária até mesmo a entubação nesses casos."
O gestor clínico pontuou que a vigilância é constante. Segundo ele, a Covid-19 também pode provocar disfunção de órgãos e um quadro de gravidade que precisa ser tratado com estratégia de ventilação respiratória avançada.
“Nem sempre ficamos com o paciente até a alta dele. Tem casos que o paciente fica três dias internados e tivemos outros que passaram de 30 dias na UTI. Na ventilação mecânica prolongada, já tivemos um que ficou do dia 22 de abril ao dia 12 de maio. Não é o único, existem vários outros. Pacientes que ficam de duas a três semanas, isso tem sido comum. Já atendemos um que ficou 24 dias entubado”, explicou.
Diante da complexidade da doença, o gestor clínico destacou o comprometimento da equipe médica e comemorou a alta de mais de 200 pacientes internados com a Covid-19.
“A gente tem um time de médicos intensivistas que tem se dedicado para buscar tudo que há de mais atual para aplicar nos pacientes e melhorar o resultado. É um desafio, mas a gente tem visto muitos pacientes em situações que chegam a ser críticas e que têm melhorado. É possível sim, vencer. É possível, sim, que pacientes melhorem”, frisou.
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