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Covid-19: vacina da Oxford leva mais tempo para imunizar? Entenda

Especialista diz  a 1ª dose possui imunidade momentânea e por isso é preciso tomar a segunda para ter proteção a longo prazo

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 30/04/2021 às 02h00
Vacina de Oxford
A vacina de Oxford/AstraZeneca. Crédito: Carlos Alberto Silva

A próxima remessa de imunizantes contra a Covid-19 que deve chegar ao Espírito Santo contará com mais de 100 mil doses da vacina Oxford/Astrazeneca. Em torno dela, há uma certa dúvida por parte de muitas pessoas que questionam o intervalo de aplicação de três meses entre as duas doses.

Para esclarecer estas dúvidas, A Gazeta conversou com o especialista em sistema imunológico e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Daniel Gomes. Ele já começa explicando que a vacina não demora mais tempo para imunizar.  

"O indivíduo que recebe a vacina da Astrazeneca só estará protegido, de fato, depois da segunda dose, que é quando o organismo produz uma resposta protetora longa. No entanto, a partir da primeira dose, o indivíduo está protegido momentaneamente, ou seja, por três meses. Por isso é necessária a segunda aplicação de reforço", disse.

O imunizante foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Oxford, do Reino Unido, e a farmacêutica britânica Astrazeneca. Ela é uma vacina que tem como base outro vírus geneticamente modificado para impedir que o coronavírus se reproduza no organismo humano. 

O professor e imunologista conta que, inicialmente, ela foi produzida para que as duas doses tivessem um  intervalo de 28 dias. Porém, quando começou a ser aplicada na população do Reino Unido, houve um atraso na aplicação da dose de reforço e, com base nos testes dessas pessoas que ficaram para trás na fila, os pesquisadores descobriram que a eficiência da segunda dose era ainda melhor quando ocorria no intervalo de três meses.

"As formulações dos imunizantes são diferentes, o que também altera o tempo de composição das respostas imunológicas, assim como se é necessária que seja aplicada duas ou três doses. Para definir isso existem os estudos clínicos", pontuou Daniel Gomes. 

Até o momento, o Ministério da Saúde já enviou  um pouco mais de 1 milhão de doses, sendo 207 mil delas desenvolvidas pela  Astrazeneca/Oxford. 

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