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Covid-19: saiba quais são as sete variantes do vírus que circulam no ES

Um estudo do Laboratório Central do Espírito Santo reuniu análises de amostras do estado e descreveu quais mutações já foram detectadas em pacientes

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 22/03/2021 às 18h59
Primeiro paciente vindo de Rondônia que chegou neste domingo, às 14h, no Aeroporto de Vitória. O paciente foi transferido para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves.
Variantes do vírus estão presente em muitos novos pacientes no ES. Crédito: Helio Filho/Secom ES

Um estudo realizado pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) apontou que sete linhagens do coronavírus circulam no Estado. Uma delas é a variante do Reino Unido que possui maior facilidade de transmissão entre as pessoas e está mais presente nos infectados com Covid-19 na faixa etária entre 0 e 30 anos.

A análise foi feita em cima de amostras de testes para Covid-19 realizadas de março de 2020 a março de 2021. O resultado das pesquisas dos dados foi apresentado na tarde desta segunda-feira (22) por Rodrigo Rodrigues, diretor do Lacen-ES, e pelo secretário Estadual de Saúde (Sesa), Nésio Fernandes.

Rodrigo Rodrigues explicou que novas variantes surgem diariamente. "Toda vez que o vírus se multiplica ou é transmitido de pessoa para pessoa, mutações ocorrem e podem levar ao surgimento de novas variantes com maior ou menor transmissibilidade", pontuou. 

  • VARIANTES PRESENTES NO ES  

  • B.1.1.143 
  • B.1.1.28 
  • B.1.1.33 
  • B.1.1.7 
  • B.40 
  • P.1 
  • P.2

Dentro das variantes conhecidas no mundo, três delas possuem maior transmissibilidade, sendo chamadas de  "Variantes de Preocupação":

  • Variante B1. 1.7 , que tem origem no Reino Unido e foi identificada em setembro de 2020;
  • Variante B1.351, com origem na África do Sul e identificada na data de outubro de 2020;
  • Variante P1, é a brasileira que teve origem em Manaus e foi descoberta em janeiro de 2021.

Dessas, apenas o registro de uma delas não foi encontrado no Espírito Santo, segundo o estudo do Lacen, que é a variante africana. Além dessas duas, outras cinco variantes do coronavírus também circulam aqui no Estado.  

Apesar de sete variantes, o número é considerado pequeno. O Espírito Santo possui menos diversidade de variantes que os estados vizinhos, Rio de JaneiroMinas Gerais e Bahia, que possuem mais que o dobro.

Variantes
Espírito Santo já tem 7 variantes do novo coronavírus em circulação. Crédito: Reprodução/Sesa

VARIANTE INGLESA

Na apresentação do diretor do Lacen, ele também mostrou o estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais que analisou amostras de vários Estados e apontou que em  dez deles a variante do Reino Unido (B1.1.7) estava presente. 

O estudo apontou também que o Brasil viveu três momentos de alta no contágio do novo coronavírus, desde fevereiro de 2020. A análise de tendência de crescimento permitiu entender que a velocidade de transmissão do vírus atual (de fevereiro a março de 2021) é a maior registrada neste período de pandemia. 

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