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Pandemia

Covid-19: ES chega a 96% de ocupação de leitos de UTI na rede pública

Em pronunciamento nesta sexta-feira (26), o secretário estadual de Saúde Nésio Fernandes também apontou que a rede privada vive situação semelhante

Publicado em 26 de Março de 2021 às 15:44

Glacieri Carraretto

Publicado em 

26 mar 2021 às 15:44
Primeiro paciente vindo de Rondônia que chegou neste domingo, às 14h, no Aeroporto de Vitória. O paciente foi transferido para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves.
Pacientes com Covid-19 lotam os hospitais do Espírito Santo Crédito: Helio Filho/Secom ES
Os casos de contaminados pela Covid-19 em estado grave de saúde está aproximando o sistema de saúde capixaba ao colapso, pois a taxa de ocupação de leitos de UTI chegou a 96% nesta sexta-feira (26).
Covid-19 - ES chega a 96 por cento de ocupação de leitos de UTI na rede pública
Há um ano de enfrentamento da pandemia e agora com a presença de uma nova variante, que é mais infecciosa e letal quando comparada as outras cepas, o Estado tem mais de 1.400 leitos de UTI e enfermarias públicos ocupados com pacientes de Covid-19 em todo o Espírito Santo.
"É um estado crítico  que estamos vivendo. Somente esta manhã, o Samu realizou 41 atendimentos para internação. A quantidade de pacientes está em franca aceleração", observou Nésio Fernades, secretário Estadual de Saúde, durante pronunciamento na tarde desta sexta-feira (26).
O secretário também  apontou o esgotamento de leitos na rede privada de saúde,  que já opera no limite.
"Discutimos a adoção da fila única para acesso a leitos da rede pública e a adoção das medidas do risco extremo com os hospitais particulares.  O governo do Estado usará a regulação de autoridade sanitária para garantir acesso de pacientes aos hospitais", completou. 
A partir da próxima semana os dados sobre de ocupação e disponibilidade dos leitos de hospitais da rede privada também estarão disponíveis no painel Covid-19 do governo do Estado. 
O secretário também descreve que a possível falta de oxigênio no Espírito Santo não se deve pela falta de capacidade dos hospitais, mas sim por possíveis problemas de logística de atendimento às unidades hospitalares.  
"A capacidade  logística de entrega das quatro empresas fornecedoras de gás medicinal já foi previamente pensado para que se evite problemas. Em contato  com a Arcellor e uma das empresas para colaborarem com as demais, evitando que qualquer risco que as empresas não consigam atender simultaneamente o fornecimento à rede privada e pública", pontuou Nésio Fernandes. 
A falta de profissionais de saúde para trabalhar nos novos leitos ainda preocupa o secretário, já que não há trabalhadores como técnicos de enfermagem  e enfermeiros suficientes para atender ao funcionamento das expansões.
"Leitos que estão dedicados para as cirurgias eletivas e perfil não covid serão otimizados para atender pacientes críticos, seja relacionado à pandemia ou não", observou. 

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