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Covid-19: as estratégias para a saúde não entrar em colapso no ES

Secretaria de Saúde anunciou ampliação de leitos, novo inquérito sorológico e revisão da Matriz de Risco

Publicado em 06/07/2020 às 18h34
Atualizado em 06/07/2020 às 18h34
Máscara, coronavírus, Covid-19
Entenda as estratégias da Secretaria de Saúde contra o coronavírus. Crédito: Pixabay

A expansão do novo coronavírus no Espírito Santo tem mostrado diferentes comportamentos em municípios do interior e da Grande Vitória. Para conseguir traçar estratégicas específicas para cada cidade e diminuir o índice de ocupação de leitos nos hospitais do Estado, a Secretaria de Saúde anunciou novas medidas para serem estudadas e estabelecidas já nos próximos dias e semanas. 

O anúncio foi realizado na tarde desta segunda-feira (06), pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e pelo subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, durante entrevista coletiva online.

AMPLIAÇÃO DE LEITOS

Nésio Fernandes informou que nos últimos dias houve um aumento da ocupação de leitos de UTIs decorrente da capacidade que a rede de saúde tem de funcionar, com pacientes do interior precisando ser levados para a Grande Vitória. 

Para evitar um colapso na rede pública de saúde, mais leitos de UTIs devem ser criados ainda no mês de julho mais 120 leitos- tanto no interior, como na Grande Vitória, representando a quinta e última fase de expansão de leitos no Estado.

"É uma expansão muito robusta porque ela preserva a oferta de leitos de UTIs para outras doenças e ela consegue garantir uma expansão de um leito com tecnologia altamente qualificada. Não há leitos improvisados, de campanha", afirmou.

O secretário completou que há, atualmente, 693 leitos UTIs já aptos, em funcionamento, com possibilidade de expansão.

NOVA MATRIZ DE RISCO

Outra medida que deve sofrer alterações é a Matriz de Risco, que está sendo estudada para ser adaptada a nova fase da pandemia no Espírito Santo. A preocupação é para não haver riscos metodológicos, especialmente na Grande Vitória, já que a matriz foi desenhada para uma etapa de expansão de aceleração muito rápida da pandemia do no Estado.

"Essa revisão vai passar por uma avaliação técnica durante a semana. Nos próximos dias e nas próximas semanas a gente vai apresentar aos capixabas qual é a definição da nova Matriz de Risco, que poderá definir medidas tanto em regiões que vivem a aceleração - como no interior do Estado, quanto medidas para regiões que possam estar vivendo uma fase de recuperação sustentável da pandemia", explicou Nésio Fernandes.

O secretário completou que a revisão da Matriz de Risco tem o desafio de conseguir ter uma aplicabilidade para uma realidade heterogênea - com distintas fases da pandemia em alguns territórios do Estado. 

INQUÉRITO SOROLÓGICO

O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, informou que o Estado continua junto com os municípios elaborando as diretrizes pra a continuidade do inquérito silógico, que ele definiu como uma importante ferramente por nortear o Governo com dados sobre as taxas de transmissão da Covid-19 e a velocidade da expansão da doença. 

"Vamos continuar (com o inquérito sorológico) também para monitorar daqui em diante essa doença, que vai permanecer entre nós, não sabemos por quanto tempo, mas vai. Estamos nesse momento, junto com as cidades, definindo o formato do inquérito daqui em diante", disse.

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes contou, ainda, que teve um diálogo "muito recíproco" com o ministro de Saúde interino, onde ele reconheceu a importância do inquérito adotado do Espírito Santo.

"Passamos a estabelecer também algumas possibilidades de parceria com o Ministério da Saúde para que a gente possa realizar com uma seriedade maior o inquérito no Espírito Santo, que se consolida como ferramenta importante para a decisão da gestão. Esperamos que esse mês tenhamos a primeira etapa do segundo inquérito sendo realizado", disse. 

ISOLAMENTO SOCIAL

Luiz Carlos Reblin enfatizou que as estratégias apresentadas pelo Estado não vão surtir o efeito esperado se a população não cumprir com o próprio papel de respeitar o isolamento social, usar as máscaras de forma correta e fazer a higienização das mãos para tentar romper a cadeia de transmissão.

"A falta do distanciamento amplia a transmissão da doença, que amplia a necessidade de internação e em casos mais graves amplia necessidade de mais leitos de UTI e, infelizmente, não diminui o índice de mortes. Então tudo que estamos conversando sempre foi e é da mesma forma: precisa permanecer em casa. Sem isso, não tem sistema de saúde que vai suportar a demanda", alertou.

Luiz Carlos Reblin

subsecretário de Vigilância em Saúde

"Como em qualquer outra doença, a população precisa fazer a sua parte. Se eu sofro de pressão alta, eu preciso fazer uma dieta e atividade física. Da mesma forma diabetes e outras doenças... Com Covid-19 não é diferente. Qual é a minha parte? Ficar em casa. Ou eu permaneço em casa ou eu não ajudo. Se eu vou na rua sem necessidade, se eu frequento barzinho, se eu vou à praia e calçadão, eu não estou ajudando. Não é hora de relaxar. Essa doença ainda não está superada entre nós. A nossa missão enquanto sociedade é permanecer em casa"

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